Entrevista com Roberto C. Belli

admin em 9 de Janeiro de 2010 @ 23:27  | Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: 993


O conto “Olhos amarelos”, de Roberto, recebeu menção honrosa no Concurso da Ofício Editorial.


Fizemos uma breve entrevista com ele e foi-nos autorizado transcrever o conto na íntegra. Deixaremos aqui os dados de Roberto para que vocês possam entrar em contato com ele e pedimos a gentileza de, se desejarem reproduzir algum trecho do texto, peçam a autorização para o escritor.

robertoBELLI - robertoBELLI

  • Nome | Roberto C. Belli

  • Biografia | Roberto C. Belli nasceu em Blumenau, SC. É escritor desde a sua graduação em Letras pela Furb (Universidade Regional de Blumenau), época em que publicou poemas na antologia Outros catarinenses escrevem assim (Ed. Acadêmica, 1979). Nesse ano também tirou o primeiro lugar no Concurso de Contos da Furb, com o conto “O meu fantasma do espaço” e com publicação no livro Os contos da Furb (Ed. Furb, 1986). Criou a coluna “Ficção Científica”, em 1987, no Jornal de Santa Catarina, a qual durou seis meses e foi censurada por críticas ao prefeito local. Concomitante, foi desenhista têxtil de 1975 a 1986, trabalhando para várias indústrias de Blumenau, entre elas estão a Cia. Hering, a Artex e a Sul Fabril. Foi também redator publicitário de duas pequenas agências de propaganda da mesma cidade, Scriba e Direcional. Em 1991, mudou-se para São Paulo, onde foi revisor de textos da editora Scipione por sete anos e teve contato com a literatura do eixo Rio – São Paulo. Em 1997, devido à crise, o grupo Ática, ao qual pertencia a Ed. Scipione, é vendido para empresas estrangeiras e, sendo assim, voltou a trabalhar para várias agências de propagandas de São Paulo, entre elas estão a PA Publicidade, do Grupo Pão de Açúcar, onde ficou vários anos, e a maior agência do ABC paulista, Octopus, de Santo André. Em 2002, volta para Blumenau, para dedicar-se ao universo literário infantil, para o qual já escrevia desde 1999. De 2004 a 2009 foi roteirista para desenhos animados e quadrinhos na Belli Studio Design, estúdio pertencente ao seu irmão, Rubens Belli. Aí, escreveu roteiros de nove números da revista em quadrinhos das “Aventuras de Betinho Carrero” e também uma série de 21 episódios de desenho animado para o Beto Carrero World com os mesmos personagens. Para a Editora Todolivro, sua contribuição abrange contos, quadrinhos, traduções, adaptações e divulgação científica para as Editoras do grupo Todolivro, sendo autor de muitos livros de entretenimento infantil e educativos em circulação nacional. Entre as muitas coleções e títulos, pode-se destacar a “Coleção Sentimentos”, em títulos como O elefante que queria tudo e A abelha que queria ser rainha (Ed. Todolivro, 2004), e a série de cinco histórias de Maguinho, que constam no livro único Aventuras de Maguinho na Cidade do Conhecimento (Ed. Todolivro, 2006). Também publicou vários contos em revistas, como “A fábrica”, para a Revista de Divulgação Cultural da Furb (1995), e antologias, como “Linda” e “Astronomia”, que saíram nas antologias Prosa & Verso, organizadas pela Sociedade Escritores de Blumenau – SEB (2004/2005). Publicou também Os Ceifadores (2007), livro do gênero fantasia e ilustrado pelo saudoso desenhista e quadrinista Eugênio Colonnese, criador da famosa personagem Mirza, a Mulher Vampiro.
  • Blog | www.transiderais.blogspot.com
  • E-mail | robertocbelli@gmail.com
  • Twitter | Não uso.
  • Facebook/ Orkut | Apenas utilizo o Orkut para me comunicar com parentes e amigos.





Entrevista


Conte a sua relação com a escrita
Roberto | É muito complicada, pois ainda não tenho todo o meu tempo disponível para escrever o que eu, quero que é ficção científica e fantasia. Porém, admito que tive a felicidade de encontrar um nicho de mercado na área infantil e um editor que apostou nisso e possibilitou uma remuneração pelo que escrevo. Essa experiência é muita boa, mas meu texto verdadeiro estaria com a ficção científica, que faço nas horas vagas. Tenho escrito e reescrito muitos contos e elaborado complexas histórias para romances de ficção científica. Nos poucos concursos de contos de que participei na minha cidade, Blumenau, tirei primeiro lugar, e o mais marcante foi o da Universidade de Blumenau (1979). Mas nessa época, os professores consideravam o gênero ficção científica como subliteratura de bolso e não se podia nem pensar em seguir carreira de escritor. Aqui em Blumenau, trabalhar na indústria era só o que importava, e ser escritor não era uma profissão bem vista (e ainda não é, a não ser que você seja escritor infantil…). Hoje, tenho tido mais tempo e vou retirando da gaveta os romances e contos e vou lapidando-os. A escrita da ficção científica depende muito de novidades e de imaginação (inventar coisas que os outros ainda não inventaram). Para mim, isso não tem sido uma tarefa muito difícil. E, por isso, finalmente, sinto que estou novamente indo ao encontro do meu verdadeiro texto, a ficção científica. Estou começando a ficar muito feliz por isso!


A escrita tem relação com sua profissão?
Roberto |Sim. Desde que me desliguei do desenho das indústrias têxteis de Blumenau, nas quais trabalhei durante 12 anos, e, após me formar em Letras, passei a trabalhar com redação em agências de propaganda e revisor de textos em editoras de livros. Daí a ser escritor profissional foi mais ou menos rápido, coisa que faço desde 1999. Desenvolvi roteiros para animação e quadrinhos para o estúdio de meu irmão, a Belli Studio, concluindo essa fase até o ano passado, que considero experiência excelente. No momento, escrevo literatura infantil e adaptações dos clássicos juvenis para a Editora Todolivro.


Qual é a sua rotina para escrever: desde quando, em qual hora do dia, com que frequência, como, onde etc. escreve?
Roberto |Venho para o computador lá pelas oito horas da manhã, leio meus e-mails de trabalho e os respondo, estabelecendo as urgências do dia ou da semana. Leio os jornais e as crônicas de amigos escritores. Muito raramente escrevo de manhã. À tarde e à noite é que as ideias fluem melhor, sendo, portanto, este o horário que mais avanço nos meus textos.


Quais são seus escritores favoritos?
Roberto |Muitos! Comecei a ler ficção científica (hard) na adolescência, por isso Clarke, Asimov e Heinlein são os meus favoritos desde sempre. Edgar Allan Poe, Ray Bradbury, Philip K. Dick, Frank Herbert, Orson Scott Card, Poul Anderson, Stanislaw Lem, etc. também vieram juntos e garantem os primeiros lugares da lista, assim como Douglas Adams e Neil Gaiman. Dos brasileiros, Roberto de Sousa Causo, Jorge Luiz Calife, Bráulio Tavares, Gerson Lodi-Ribeiro, além, é claro, de Fausto Cunha e Jerônimo Monteiro são, além de favoritos, minhas referências. Claro que gosto muito de Saramago e Ruben Fonseca! Adoro literatura de divulgação científica e os meus favoritos são Carl Sagan, Richard Dawkins, Stephen Hawkins e Stephen Jay Gould e do lado brasileiro, Marcelo Gleiser. Não posso deixar de citar os meus colegas blogueiros, que embora não conheça todos, nunca deixo lê-los, como Giulia Moon, Martha Argel, Adriano Siqueira etc. E o cronista e escritor do Jornal de Santa Catarina Maicon Tenfen, com quem troco ideias.


Sobre esse seu conto: como foi o processo de escrita? (Como você escreve, se estrutura todo o conto antes de escrever, quanto tempo leva, se reescreve, se pede para amigos lerem etc.)
Roberto |Quando soube do Concurso de Contos da Ofício Editorial, vi que era uma oportunidade para criar um conto novo. E logo me veio a ideia de um rapaz com a habilidade única de distinguir invasores alienígenas no meio da multidão apenas “sentindo” que eles tinham olhos amarelos. Escrevi primeiro a parte do personagem Antônio a lápis no primeiro papel que vi pela frente. Depois, vi que não tinha uma história. Então, tive a ideia de o rapaz Antônio (Tom) ser interrogado dentro de um sanatório, mas deixando esse cenário meio que em aberto, para trazer um clima de “Arquivo X”. Num conto curto, precisava passar rapidamente essa ideia e, então, veio-me a estrutura de começar com um narrador-observador (3ª pessoa), depois passar para narrador-personagem (1ª pessoa) e finalizar em tom mais dramático possível novamente com o narrador-observador (3ª pessoa). Mas isso foi feito intuitivamente, pois só agora percebo que escolhi o narrador-observador e não o narrador-onisciente pelo motivo de que o observador é o único que poderia dar o ar misterioso e deixar em aberto para o leitor ficar com suspeitas. Não cheguei a reescrever, mas fiz mais de cinco alterações (sempre faço muitas alterações). Deixei o conto de lado e retomei uma semana depois para finalizar. Dei para a minha esposa, Cristina, que gostou muito. Aí, fizemos a correção ortográfica (minha esposa é uma excelente revisora de textos) e enviei.


O que é mais importante: ter uma ideia inovadora ou um desenvolvimento bem trabalhado?
Roberto |Acho que uma ideia inovadora já vem com um bom texto. Entretanto, ficar trabalhando muito o texto pode parecer que, na verdade, não se tem uma história de fato para contar. Aprendi isso lendo Syd Field. Eu só trabalho o texto quando tenho uma história, faço e refaço dezenas de vezes. Se ainda não ficou bom, deixo de lado e vou retomar uma semana ou um mês depois, para ver se tem solução. Praticamente, todos os meus contos ainda não foram publicados, o que me dá a oportunidade de ficar mexendo neles. Alguns já viraram até romance…


Para você, o que é qualidade na obra literária? Como você avalia o que você escreve? Você relê e reescreve a primeira versão de seu texto?
Roberto |Eu sou muito crítico com o meu trabalho. Talvez por isso nunca publiquei um romance ou um livro de contos só meu. Sempre tenho algo a acrescentar ou a retirar. Acho que o apuro literário vem quando você consegue encontrar as palavras exatas. Isso é muito difícil para mim. Por isso, estou sempre relendo e reescrevendo. Não existem mais primeiras versões de meus textos, pois como são guardados em arquivos, eles já foram muitas vezes modificados. Tenho contos antigos que eu poderia dizer que seriam “primeiras versões”, mas são desdobramentos de outros contos ou ideias. Eu guardo essas “primeiras versões” para ver o rumo que dá à história modificada em outro arquivo ou desdobramento.


De sua experiência com a escrita, qual foi a lição mais valiosa que aprendeu?
Roberto |Quando comecei a escrever, fazia isso intuitivamente e de maneira desorganizada. Aprendi, primeiro, que se deve revisar o texto exaustivamente, até ter certeza que não há um erro que fará com que todo o trabalho que levou dias fique perdido na impressão. Aprendi isso quando tive uma coluna de jornal… Em segundo lugar, não pensar que o leitor precise de todas as explicações. A linha tênue entre um bom texto e um mau texto está exatamente nas explicações desnecessárias. Por isso, a “lei do corte” vale muito, porque o leitor precisa imaginar alguma coisa. Mesmo que seja uma criança.


Agradecemos sua participação no concurso e desejamos muito sucesso!


“O escritor declara que o texto é original e de sua exclusiva autoria. É proibida a reprodução parcial ou integral deste texto sem autorização expressa de seu autor”.

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Conto

“Olhos amarelos”
Codinome: Cid Campos

Dois homens de guarda-pó branco caminhavam por um corredor úmido e pouco iluminado.
— Esta será a última tentativa… — disse, irritado, Cabelos Escuros.
— Mas, agora, a solução é perfeita. Ele vai reagir bem — disse Careca.
— E esse tique nervoso? Dá pra corrigir isso? — e, dizendo isso, seus lábios entortaram como se fossem puxados para trás. Depois, voltou ao normal.
— Não se preocupe, é uma questão de calibragem.
Pararam diante da porta que dava para a sala de interrogatórios. Um segundo depois, entraram. Ali, Antônio aguardava entediado, arrumou-se na cadeira ao vê-los.
— Podemos começar? — disse Careca.
Nervosamente, Antônio procurou olhar nos olhos dos visitantes que se sentavam à mesa. Os homens esperaram por uma resposta do rapaz.
— Tá… Tudo bem! — disse Antônio com um gesto inseguro.
— Se não estiver se sentindo bem, Tom, podemos voltar amanhã — disse Cabelos Escuros.
— Nã-não! Estão limpos. Acho que não vejo em vocês o que vejo nos outros…
Então, abriram as maletas e retiraram a câmera e o tripé. Ligaram.
— Poderia contar tudo, por favor?

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Quando vi pela primeira vez os homens de olhos amarelos espreitando a raça humana — eu sei que falar dessa maneira soa esquisito, mas é assim mesmo que eu os vejo — foi no dia do meu aniversário.
A festa era na chácara do meu avô. Convidei só a galera mais chegada, dezesseis pessoas. E, claro, convidei a Natália. Eu tava muito a fim dela. Ela nem fazia ideia, sabe? Eu queria pedir para namorar nesse dia.
À tardinha, finalmente, eu consegui destravar. Era o momento certo, tinha até um perfume de flores no ar, um calor gostoso, e a piscina estava ótima. A chácara do meu avô é demais! Aí, falei pra ela… E ela:
— Tom, desculpa… Eu gosto de você como amigo.
Aí, fiquei em silêncio. Não sei por que, mas eu já esperava por isso. Ela era a Bonitinha da Classe e tinha o nariz empinado. E eu? Só um cara comum. Comum até demais… Bem, mas meu silêncio naquele momento não foi porque eu estava chateado com a Natália. Foi porque eu vi dois olhos amarelos nos espreitando da mata, perto da chácara. Ainda lembro o que ela me disse:
— Não fica assim. Não vamos estragar uma amizade que mal começou…
Mas, nesse momento, eu saí da piscina e, todo molhado, corri atrás do “alienígena” — não é a palavra certa? Sinto muito! — “Aquilo” correu e se embrenhou nas capoeiras da região.
Quando retornei, a galera já tinha ido embora. A festa acabou. E meus avós me esperavam na varanda. Ajudaram a me limpar e a passar remédio nos arranhões feitos pelos espinhos da vegetação.
— Você os viu de novo? — perguntou meu avô.
— Vi. Olhem, consegui isso aqui. Caiu no caminho.
Mostrei um aparelho retangular, poderia ter sido feito para a comunicação deles. Minha avó me abraçou e me levou para a sala, onde me serviu um chá de hortelã.
No dia seguinte, no colégio, não só a Natália evitou falar comigo como também a galera toda. Era sempre assim! Quando apareciam os olhos amarelos, eu perdia amigos. Ninguém mais queria falar comigo. Talvez fosse um complô contra sujeitos como eu, que distinguem os olhos amarelos no meio da multidão. E aí, todos ficam achando que sou maluco… E querem saber? Tava ficando mesmo! — Vim até parar aqui. O que é isso? Um sanatório?
Bem, voltando ao colégio — aquilo foi terrível! — Um homem estranho substituiu o professor de matemática que eu mais admirava. Ele só olhou para a turma depois de abrir três livros sobre a mesa, ler a chamada inteira, verificar arquivos no seu laptop e… E quando ele nos olhou, eu vi — Não! Na verdade, eu senti… — os olhos amarelos. Eles passaram a me encarar ameaçadoramente. Eu sei que eles estavam me dizendo que os “alienígenas” já sabiam onde eu morava, onde eu estudava… Sabiam tudo! Minha primeira reação foi ficar paralisado; depois, não consegui ficar na sala de aula. Enfiei meu material de escola na mochila e saí tropeçando em tudo.
Não queria ficar no apartamento dos meus avós. Mas, para eu desaparecer, precisava de algum dinheiro e… Bem, não deu tempo, não é? Uns caras de branco vieram e puseram-me numa ambulância. Eles usavam óculos escuros para disfarçar… E vim parar aqui!

olhos2b - olhos2b

— Éramos nós — declarou Careca.
Antônio olhou para eles com desconfiança e perguntou:
— E isso aqui, o que é? É um sanatório?
— É uma clínica de repouso. Mas amanhã estará liberado para visitas. Seus avós ficaram muito preocupados com o seu… destemperamento. E tem outra pessoa preocupada com você.
— Ah, é?
— Chama-se Natália. Será a mesma?
Antônio ficou pensativo.
— Engraçado, ela nem queria mais falar comigo!
— As pessoas mudam… — disse Careca, retorcendo os lábios descontroladamente. Depois de muito esforço, voltou ao normal. — Ahn… des-desculpe.
Antônio quis rir, mas o outro repetiu o mesmo tique nervoso.
— Ué! Estão tirando uma com a minha cara?
— Como? — falou Careca, fingindo que não era com ele e preparando-se para recolher a câmera.
— Ninguém é capaz de fazer uma coisa dessas. Façam de novo — pediu Antônio.
Os homens se entreolharam. Depois, Careca se antecipou.
— Tique nervoso! É isso! Sabe como é, tanto tempo trabalhando com maluco, a gente começa a fazer palhaçada! — e gargalhou espalhafatosamente, batendo no ombro do rapaz.
Antônio riu dos dois. Mas logo baixou a cabeça. Careca ficou sério e pôs a mão sobre o ombro do rapaz.
— Eu sei como se sente, Tom. Você sofreu com a morte dos seus pais, recentemente. Mas tem de voltar à vida normal. Temos certeza de que essa fase já está passando, não é?
Antônio fez que sim com a cabeça.
— Ótimo. Daqui a pouco a enfermeira vem buscá-lo.
Os dois pegaram os equipamentos e saíram da sala. Após fecharem a porta, pararam um segundo no corredor. Com gestos sincronizados, cada um pegou seu aparelho retangular do bolso do guarda-pó e apertaram um botão. Então, continuaram a andar pelo corredor. Antes do elevador, porém, cruzaram com a enfermeira.
— Ei! — disse Cabelos Escuros, apontando para o aparelho. — Ligue-o. Tom consegue ver os nossos olhos…
A mulher obedeceu. Apertou o botão e seus olhos adquiriram um visual humano. Os homens entraram no elevador.
— Finalmente! Podemos prosseguir com a Ocupação — falou Careca.
— Mas temos que acabar com esse tique nervoso — disse Cabelos Escuros.
O elevador levou-os até o subterrâneo. Lá, recepcionaram várias legiões de olhos amarelos.

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4 comentários para “ Entrevista com Roberto C. Belli ”

  1. Juliano Sasseron 14 de Janeiro de 2010 @ 22:44 1

    Ótimo conto. Com justiça recebeu a menção honrosa.

  2. fantastik.com.br - » chamada1 15 de Janeiro de 2010 @ 21:29 2

    […] O Ofício Literário coloca no ar conto e entrevista de Roberto C. Belli, menção honrosa no concurso que o site promoveu recentemente.  […]

  3. Adriano Siqueira 18 de Janeiro de 2010 @ 15:41 3

    Parabéns mesmo Roberto. o conto é espetacular. e a entrevista está perfeita um ótimo trabalho da Ofício Literário!

    abraços

  4. fantastik.com.br - » chamada2 27 de Fevereiro de 2010 @ 20:15 4

    […] O Ofício Literário coloca no ar conto e entrevista de Roberto C. Belli, menção honrosa no concurso que o site promoveu recentemente.  […]

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