Arquivo de Março de 2010

Entrevista com Alexandre Eduardo Weiss

admin em 20 de Março de 2010 @ 17:04

Eu 2 - Eu 2

  • Nome |Alexandre Eduardo Weiss
  • Biografia | Nasceu em 06 de abril de 1956, na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se em Design pela PUC-RJ em 1979. Foi professor da UFPB – Universidade Federal da Paraíba –, ajudando na formação do Curso de Design, campus Campina Grande. Voltou ao Rio no começo dos anos 1980 e foi professor de Projeto de Design na Faculdade da Cidade, hoje: Universidade, e de Design Gráfico na PUC-RJ. Abriu seu escritório de Design com um sócio em 1983: a Visual & Produto, que, com o fim da antiga sociedade, a partir de 1992 passou a se chamar AW Design. Em paralelo, produzia quadros a óleo e técnicas mistas, tendo participado de exposições coletivas e foi premiado em concurso. Em 2007 publicou seu primeiro trabalho como escritor: o romance ficção Nas Terras de Zar, com uma tiragem “do próprio bolso” de 100 exemplares. Depois dessa experiência inicial, passou a escrever contos e poesias; alguns deles publicados no Portal Literal. Simultaneamente continua ilustrando, pintando e fazendo projetos de design.
  • Blog | http://brotosdebambu.blogspot.com/ - blog de textos
    http://desenhareupreciso.blogspot.com/ - blog de desenhos e pinturas, alguns com texto.
  • Escritório de Design | AW Design
  • E-mails | lazullirio@yahoo.com.br e awdesign87@gmail.com

O Navio - O Navio

Recentemente você ganhou o concurso de contos do Portal Literal. Como foi esse processo? Conte um pouco
ALEXANDRE |
Já escrevia há algum tempo e este foi o primeiro concurso do qual participei. Foi em maio de 2009. Tomei conhecimento do concurso pelo Portal Literal: “Seu Conto numa Revista”. O concurso era destinado aos interessados, que deveriam publicá-lo no Portal Literal, e como prêmio ao vencedor – por votação interativa – este teria seu conto publicado na revista O Caroço, do blog homônimo: http://ocaroco.wordpress.com/. Escrevi um texto especialmente para o concurso: “O Branco e o Preto”. O processo de criação do texto foi objetivo: me concentrei em criar um texto pro concurso, dentro dos parâmetros definidos pela redação do Portal. Trabalhei por uns dois ou três dias no texto e publiquei. Após um mês de acompanhamento da votação e espera do resultado, tive a felicidade de ser o vencedor e a decepção do conto nunca ter sido publicado na revista. Acho que a revista não vingou. Não recebi explicações nem do blog nem do Portal Literal. De qualquer forma fiquei muito feliz por ter sido escolhido pela maioria de votos e, com isso, estimulado a continuar escrevendo. Foi muito legal acompanhar a votação, receber os comentários que iam sendo publicados pelas pessoas que acompanharam o processo e votaram no concurso, ler os textos que concorriam – alguns muito bons – e ver meu conto vencedor.
Puxa, Alexandre! Não sabíamos que o conto não foi publicado! Era realmente um dos diferenciais do concurso! E você nem ter recebido resposta sobre essa questão não foi legal! Vamos tentar falar com o pessoal do Portal, talvez eles possam ajudar http://www.portalliteral.com.br/blogs/concurso-o-vencedor
Natureza Viva 1 2 - Natureza Viva 1 2

Ainda sobre esse conto, você se inspirou em algum contista ou romancista para escrever?
ALEXANDRE |
Acho que somos influenciados pelos escritores e estilos que mais admiramos. Devo receber influências constantemente de várias partes e de artes diferentes, muitas vezes de forma inconsciente. Lógico que procuro sempre ser o mais original possível, sair do lugar comum, do vulgar, ter meu próprio estilo, minha marca. Tento escrever com a essência do que quero dizer. Para escrever este conto me baseei na indiferença com que se trata os excluídos, os que não têm acesso à cidadania: pessoas sem teto, sem identidade. Na violência do ser humano, na dignidade dos animais.
Dois Irm   os - Dois Irm   os

Já ouvi que todo escritor tem sempre um tema que o persegue. É o seu caso?
ALEXANDRE |
O tema mais forte para mim é a finitude do ser humano, nossa consciência da morte – que é o cerne da filosofia. Trabalho com os assuntos do momento que vivemos: as distorções da realidade, a coerção social, o que é – o real – muito distante do que parece ser – a realidade; o existencialismo; os paradoxos de nossa época; o sofrimento da humanidade e a degradação acelerada do meio ambiente. A perversidade do sistema. Procuro externar meus sentimentos, prender a atenção do leitor, criar climas e situações inusitadas; gosto de ficção científica e textos com realismo impactante. Procuro abrir os olhos de quem lê. Mostrar o que considero “real”, cutucar a consciência. Gostaria de ser crítico, sutil, dissimulado e corrosivo. “Ser um terrorista disfarçado de diplomata”, como já se disse em relação aos contistas. Gosto também de histórias com doses de terror e violência, tanto física quanto emocional. Acho que quero acordar as pessoas. Em outros momentos escrevo poesias de teor romântico. Sou muito eclético. “Uma metamorfose ambulante”. Sou espiritual e cético.
Casal no Corcovado - Casal no Corcovado

Você escreve somente contos ou também novelas e romances? Você coloca suas obras em blog?
ALEXANDRE |
Escrevo romances também, como Nas Terras de Zar, minha primeira experiência literária – disponível para download gratuito no Portal Literal. Estou trabalhando em outros textos que podem vir a ser novelas ou romances. Sonho em escrever para o Teatro. Escrevo, ilustro e pinto várias coisas simultaneamente. Gosto de elaborar e desenvolver personagens, suas visões particulares do mundo, o caráter, e outros aspectos que os definem como pessoas. Meu processo criativo é bem aleatório e me inspiro tanto nos acontecimentos do dia a dia quanto nos arquivos da memória, ou ainda em fatos e questões que fazem parte da História da Humanidade; acho que isto me dá uma sensação de liberdade e ajuda a externar melhor meus sentimentos que mudam e variam conforme as circunstâncias. Vislumbro um fio inicial, uma ideia, um rumo, e vou puxando e desenrolando o que vai saindo deste emaranhado; deixo fluir e depois vejo o resultado; dependendo do caso, trabalho no desenvolvimento do texto buscando atingir o que considero que esteja de acordo com a motivação inicial de criá-lo. Sou perfeccionista e meticuloso, cada vez que releio um texto encontro coisas a serem buriladas, um detalhe aqui outro ali, pequenos ou grande ajustes. Tenho dois blogs: um de textos – Brotos de Bambu – e outro de artes plásticas – Desenhar Eu Preciso. Dependendo do momento, trabalho mais em um do que no outro. Me faz bem esta alternância do escrever para o desenhar/ilustrar, e vice-versa.
M   sico - M   sico

Como você vê hoje a divulgação da criação literária em blog? Há o medo do plágio? Há o reconhecimento do público? É importante o escritor buscar colocar suas obras em sites públicos, como o Portal Literal?
ALEXANDRE |
Acredito que sim. O Portal Literal, por exemplo, permite que pessoas que estão começando a trilhar o caminho da escrita possam ser lidos, criticados, aconselhados, e isso ajuda no desenvolvimento do exercício de escrever. O contato com outros textos, outras pessoas, é muito bom. Não tenho medo do plágio. Não me preocupo muito com isso. Confesso que me sentiria, de certa forma, orgulhoso por estar sendo copiado. Evidentemente, vaidade a parte, entraria com uma ação de plágio contra o safado. Acho muito importante ter este canal de contato rápido e direto com o público. Creio que os e-books e os blogs vieram pra mudar o cenário da publicação de textos, antes monopólio das editoras. Hoje há uma proliferação de blogs, portais e revistas eletrônicas, que permitem muito mais exposição do trabalho artístico, científico etc… Evidente que nem tudo é de qualidade, mas este também é outro aspecto interessante: o que é qualidade? A internet, sem dúvida, mudou a forma de escrever e ser lido. Podemos participar de oficinas de texto sem sair do local físico. Isto é ótimo. Quanto aos blogs, há vários exemplos de sucesso e qualidade. Os que têm talento e dedicação no fazer artístico-literário se estabelecem. É uma excelente forma de criar e ser visto. Posso ler o Ofício Editorial sempre que quero, assim como outros sites e blogs que me interessam, jornais, revistas, documentários etc… Essa facilidade de acesso ao que se produz quase instantânea é maravilhosa. A possibilidade de integração e interação com pessoas em qualquer parte do mundo é fenomenal.
Mata Virgem 1 - Mata Virgem 1

Como você lida com a crítica?
ALEXANDRE |
Acho que a crítica faz parte da arte. Toda manifestação artística atrai ou gera uma crítica. Claro que prefiro a crítica inteligente, profunda e atenciosa. Mas a liberdade de ser lido e criticado por muitos leitores só aumenta a aprendizagem e a responsabilidade do ato criativo. Vide o exemplo do caso – com risco de morte – das charges publicadas que foram consideradas ofensivas a uma religião. Acho que todo escritor “precisa” da crítica. A crítica permite enxergar o trabalho sob perspectivas diferentes. Gosto muito de ler críticas ao meu trabalho. Sempre aprendo alguma coisa. Sou iniciante no fazer literário. É fundamental, pra mim, ser criticado, no bom sentido. Me sinto nos primeiros passos de uma longa caminhada.
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Além de escritor, você trabalha com Design, não? Como é essa relação? Um trabalho tem comunicação com o outro?
ALEXANDRE |
O design, notadamente o design gráfico, me permite editorar o que escrevo. Como trabalho com editoração de texto há mais de trinta anos, posso publicar o que faço com o conhecimento das técnicas de diagramação, das características e propriedades específicas das famílias tipográficas, das regras de combinação de cores, figura e fundo, e lay-out. Sou designer, escritor e artista plástico; estas são técnicas que se complementam. A arte está presente em todos os projetos e trabalhos que realizo.
Profundo e Abstrato - Profundo e Abstrato

Como é seu processo de criação textual? Difere da criação em arte visual?
ALEXANDRE |
Escrever e ilustrar às vezes estão interligados. Os processos são mais ou menos semelhantes. Tenho liberdade para pintar, desenhar, ilustrar e escrever. Acho que esta liberdade é que me dá prazer. Trilhar caminhos menos usados. Encontrar novas possibilidades. Buscar ideias diferentes, externar outros sentimentos. Neste momento, entre outras coisas, estou trabalhando num projeto de literatura para o público infantil no qual a ilustração e o texto emergem simultaneamente na minha área de trabalho. São complementares e estão intrinsecamente ligados. É muito bom, para alguns trabalhos, ter esta polivalência.
A linguagem e o texto podem estar ou não associados a uma imagem, um cenário, uma ilustração. O texto descreve formas, cenários, detalhes físicos de paisagens, pessoas. Já a pintura, o desenho e a ilustração mostram uma cena, uma paisagem, uma pessoa. Às vezes estão relacionados, noutras não. Vejo a imagem e ouço o texto, visualizo os personagens, tento colocar isto no momento de realizar, escrever e ilustrar o que estou fazendo. Depois trabalho no processo de aperfeiçoamento do que faço. Corrijo algumas coisas, melhoro a diagramação, dou destaque ao que é importante, enfim, quando trabalho uso todas técnicas simultaneamente. Em perfeita e natural sincronia, em prol da qualidade e da melhor exposição do que produzo.
Auto Retrato - Auto Retrato

Você acredita na profissionalização do escritor no Brasil, ou seja, na possibilidade de o escritor ter somente a escrita como profissão? Acha que cursos universitários públicos dirigidos à escrita criativa ajudariam nesse processo?
ALEXANDRE |
Acho muito difícil a profissionalização do escritor em países onde a arte não é significante para a sociedade como um todo. Veja os exemplos que temos: com raras exceções, o escritor tem atividades paralelas: jornalismo, serviços públicos, ensino etc… A arte é pouco valorizada no Brasil. Aqui temos que fazer muito esforço para sobreviver e criar de uma forma consistente; a maioria dos escritores brasileiros – e de países com grandes desigualdades sociais – estão trabalhando em atividades paralelas, assim como os artistas plásticos e designers. Os cursos universitários públicos de literatura são uma ótima ideia, mas necessitariam de um respaldo por parte dos órgãos públicos – ou de partes da sociedade e da iniciativa privada – no sentido de se criar uma estrutura que permita que esses escritores ali formados possam ter condição de trabalhar e viver disso, o que hoje me parece um tanto distante de acontecer. Com o design acontece coisa semelhante: hoje se formam muito mais designers do que o mercado suporta, e isto é muito frustrante para todos que estão envolvidos com as artes de um modo geral, considerando o design como forma de expressão artística também. O mercado não absorve noventa por cento dos profissionais formados. Este foi o principal motivo que me levou a abandonar a carreira docente. Gosto muito de ensinar, sinto que tenho um dom para isto, mas não suportava mais perceber a angústia nos alunos quanto à falta de mercado. Isto me fazia sentir uma dor muito grande: formar profissionais para serem atirados na rua deserta, abandonados à própria sorte, uma coisa desumana. Precisamos batalhar neste campo, não desanimar, insistir, lutar para criar mecanismos e formas que permitam que um dia este sonho de uma realidade em que artistas possam trabalhar com dignidade naquilo que mais gostam se realize.


Agradecemos pela entrevista. Informamos aos leitores que as imagens desta entrevista são de autoria de Alexandre.

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Prêmio Literário | o escritor, o leitor, o mercado | Parte II

admin em 12 de Março de 2010 @ 15:05

premio2 - premio2
Prêmio Literário e Concurso Literário

Por que o Brasil não tem um grande prêmio literário para obras já publicadas? Por que há poucos concursos literários para o escritor inédito?

Já conhecemos nossos obstáculos: poucos leitores, alto preço do livro, editoras prestigiando traduções de bestsellers, pouquíssimo espaço para o novo escritor, escritor obrigado a ser multitarefa. Esse é o primeiro passo, identificar os problemas.
E as soluções? Perguntamos a vários escritores, críticos, leitores e colocamos aqui excertos:


  • Sérgio Rodrigues | “Essa questão dos prêmios é complexa. Para mim tem a ver com diversos fatores: uma certa babelização de nossa crítica, seu descompasso consigo mesma e com os leitores (não existe consenso sobre quase nada, nem mesmo uma linguagem comum pela qual avaliar produtos literários), além de uma certa tendência bem brasileira ao compadrio etc. Idéia incipiente: um prêmio em que todos os jurados fossem escritores atuantes e reconhecido.”
  • Roberto de Sousa Causo | em artigo de 15 nov 1998 | “Um prêmio como este [O NOVA, para FC] tem o potencial de chamar a atenção de autores, artistas e editoras, de movimentar a opinião de fãs e leitores, de gerar apreciações críticas e de promover a discussão dos rumos desses gêneros no Brasil. Fica, porém a lição do Nova, de que a política literária no fandom é feroz e freqüentemente desproporcional” | Somente um parêntesis, nos EUA há o Hugo Awards, prêmio específico para obras de ficção científica e fantasia. Afirma-se que escritores desse gênero dificilmente seriam contemplados em Prêmios abertos ao romance em geral. Assim, o que parece mais sensato é realmente que se tenha uma premiação específica para FC e Fantasia. Um grande candidato à indicação (e composição) do júri seria o Clube de Leitores de Ficção Científica.
  • Rodrigo Gurgel | “Quanto ao formato do prêmio, creio que o ideal seria escolher um gênero — o romance, por exemplo –, não importando se os originais inscritos são romances históricos, de ficção científica, sagas juvenis, ou dedicados a qualquer outro tema. Penso assim apenas por um motivo: segmentar dificulta a organização e o trabalho em geral. No que se refere aos ‘fomentadores’, eu escolheria uma entidade suprapartidária e que, na medida do possível, estivesse longe da influência de igrejinhas e modismos. “
    Rodrigo Gurgel lembra ainda que o nosso é um país jovem na tradição literária e livresca, e que, por isso, é natural que estejamos caminhando para instituir com mais solidez a literatura como profissão.
  • Nelson de Oliveira | sobre concursos literários: “Os três métodos eleitorais mais usados hoje em dia são: 1) o candidato com mais votos vence; 2) realiza-se um segundo turno entre os dois candidatos mais votados; 3) cada eleitor lista três candidatos, sendo que o primeiro da lista recebe três pontos, o segundo dois e o terceiro um. Esses três métodos são bastante consistentes, mas cada um reflete apenas uma verdade. Dependendo do método escolhido, o resultado da votação poderá mudar totalmente.” … “Enquanto não inventarem um concurso para leitores, vou esperar que aumentem o número de bons concursos para autores iniciantes. Bons concursos!” … “O mundo é cruel com os autores iniciantes. Eu havia trabalhado cinco anos em minha primeira coletânea de contos. Havia escrito, reescrito, datilografado e corrigido quarenta e cinco contos que juntos somavam quinhentas páginas. E esse primeiro conjunto de contos, mesmo dividido em livros menores, estava sendo recusado mês após mês, editora após editora. Em 1995 eu já estava prestes a desistir da literatura quando veio o resultado do Prêmio Casa de las Américas. Se não fosse por esse prêmio, teria parado de escrever, tenho certeza.”
  • Raimundo Carrero | “As editoras estão mais atentas, estão procurando os escritores consagrados ou jovens. Para quem, como eu, está há trinta e cinco anos no mercado, este é um passo importante. E acredito muito em melhoras. Quando comecei, ninguém podia viver de literatura. Hoje já é possível. Humildemente, mas pode. Muito humildemente. E as editoras estarão profissionalizando os escritores na hora em que eles venderem mais. Estão, assim, surgindo revistas, vídeos, youtube, orkut. Se os jornais negam espaços aos escritores, a mídia não conservadora sai na frente. Quanto a isso eu sou muito otimista.
    Os leitores estão se aproximando mais dos escritores. Há boas perspectivas. As novas mídias ajudam muito. Aqui em Pernambuco, onde são poucos os prêmios literários, faço uma Oficina de Criação Literária na Rádio CBN, às tardes de segundas, quartas e sextas-feiras, tem grande audiência. Não sei se vendo mais, ainda não verifiquei. Mas, com certeza, os leitores estão mais próximos.”


Desses depoimentos notamos que estamos todos vivendo as mesmas dificuldades nesse caminho literário, mas também fica a sensação de muito otimismo e a certeza de que essas questões estão, sim, sendo pensadas por todos da área literária. Então, continuemos debatendo, prestigiando os escritores em nossos blogs, divulgando eventos, participando de eventos e exigindo, de quem nos é próximo exigir, a criação de Prêmios e Concursos literários.

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Prêmio Literário | o escritor, o leitor, o mercado | Parte I

admin em 10 de Março de 2010 @ 14:06

road - road

Recentemente conversamos com alguns escritores e críticos sobre a questão do Prêmio Literário. Lembramos de vários prêmios internacionais de grande repercussão e seriedade, como o The Man Booker Prize, o Goncourt, o Hugo Awards e outros.


Vimos que no Brasil há alguns bons prêmios, como o Portugal Telecom, o Prêmio São Paulo, Prêmio Machado de Assis (da ABL) e outros. E a questão que formulamos é por que no Brasil não há grandes prêmios literários, com incentivo a escritores inéditos, escritores já publicados, leitores?


O nosso propósito inicial é lançar essa questão a todos nossos leitores e aguardar suas cogitações, seus pensamentos, suas críticas. Pensar sobre isso pode não mudar o cenário, mas já será um início.

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