Beth Finholdt no mundo da arte
admin em 14 de Setembro de 2009 @ 21:30
NOVOS ILUSTRADORES

Nome | Beth Finholdt
Email | beth.finholdt@terra.com.br
Blog | http://saymourglass.blogspot.com/ e http://bethfinholdt.blogspot.com/
Minibiografia | Nasceu no Triângulo Mineiro (Uberaba) em 24 de março de 1983. Filha de artista autodidata. Seu pai sempre trabalhou com propaganda artística. Desde cedo a levava para ajudá-lo a pintar painéis e letreiros; e, a partir dos 8 anos, ela pôde pintar telas no atelier do progenitor. Iniciou sua vida profissional como costureira. Foi um longo aprendizado autônomo com bordados, tricô, crochê, tapeçaria, corte e modelagem de vestuário, crafts… Desde 2003, procurou conciliar o trabalho de pintura e desenho com a costura, mas a pintura falou mais alto. Atualmente estuda Artes Visuais na UFMG, colabora como ilustradora freelancer para editoras como a Canto Escuro (Portugal) e Hemisfério Sul (Brasil) etc.
Fale sobre suas atividades como ilustradora
Beth | Ainda estou me familiarizando com o universo da ilustração. Procuro conhecer o trabalho de diversos colegas, pois acho fundamental se inteirar com o que está a nossa volta. Meu trabalho é mais artesanal, baseado em desenho e pintura.

Como ilustradora, você fez trabalhos para o mercado editorial, como capa, ilustração interna de livro, revista? Conte-nos sua experiência nessa área
Beth | O autor Daniel Ricardo Barbosa me incentiva muito a estudar artes de uma maneira ampla. Em 2003 me apresentou o projeto de seu livro Os Nomes na Máquina, que achei fantástico, e propôs que eu fizesse as ilustrações internas e a capa. O mesmo se deu com a capa do livro Elo, Entrelinhas & Alucinações – publicados em 2008 e 2009 respectivamente e em ordem inversa. É muito bacana trabalhar a ilustração a partir da interpretação de um texto e espero fazer isso mais vezes.

A escrita e a ilustração são linguagens distintas. Por isso cada uma tem suas particularidades. De acordo com sua experiência, o que é positivo e o que pode ser negativo na união dessas duas formas de linguagem? Fale também de seu contato com escritores e editoras
Beth | Para mim a escrita e a ilustração não são linguagens distintas, mas sim complementares. Elas têm a mesma origem e finalidade. Creio que a ilustração aliada ao texto aborda o expectador de uma maneira mais abrangente e vice-versa. Obviamente existem fatores culturais e sociais que direcionam a leitura que se faz tanto do texto quanto da ilustração.

Conhece a SIB (Sociedade Brasileira de Ilustradores do Brasil) e a AEILIS (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil)? Acha importante que o ilustrador se filie a sociedades e comunidades de ilustradores?
Beth | Ainda não conhecia as instituições. Acho importante a existência dessas associações para a troca de experiências e apoio ao profissional de ilustração.

Comente sobre seu estilo de ilustração e influências
Beth | Acho que ainda não tenho um estilo de ilustração definido. Minhas influências não vêm necessariamente das HQ’s. As referências são da natureza e do dia a dia. Penso que o estilo de um artista é mutável, depende de pesquisas em que se trabalha, influência de cores, trabalhos de outros colegas, momento histórico e político…

Vi algumas de suas ilustrações e devo admitir que me lembrei muito do traço futurístico na animação Aeon Flux. Você pretende ampliar seu trabalho como capista de livros de ficção científica?
Beth | As minhas influências em ficção científica advêm principalmente de filmes como Jornada nas Estrelas, Matrix e livros como Spharion, de Lúcia Machado de Almeida e Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne. O mundo das HQ’s não me influencia diretamente. Até porque ainda não tive muito contato com ele. Mas fico feliz pela associação. Desde que o projeto me interesse, apresente-me alguma proposta que me desperte a atenção, estou aberta a trabalhos sobre qualquer tema – inclusive ficção científica.

Qual foi seu trabalho mais interessante?
Beth | Todos os trabalhos são interessantes, oferecem um desafio e trazem aprendizado. Foi muito bom fazer as ilustrações para Os Nomes na Máquina, pois cada desenho interpretava o universo de um personagem. Mas gosto igualmente de desenvolver ideias com pintura e diversos materiais.

Qual seu conselho aos ilustradores que estão iniciando a carreira agora?
Beth | Trabalhar com algo com que se tenha afinidade, em qualquer que seja a área de atuação, é fundamental. Aquele entusiasmo que sentimos se transferirá automaticamente para o trabalho.
Beth, agradecemos pela entrevista e desejamos muito sucesso!
Arquivado sob Design, Entrevistas, Escritores | 4 comentários »