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O que nos diz a crítica literária?

José Castello, “O Crítico Aprendiz”, O Globo, 12 set. 2009, Prosa e Verso, p. 4

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

No artigo, José Castello discorre sobre a crítica de um texto de um autor novo, primeiro livro. Aí, a nosso ver, está a tarefa da crítica, tão bem feita por Manoel Bandeira, ler os escritores estreiantes e apresentá-los ao mundo literário. A tarefa é difícil, sabemos. Mas qual a razão de uma crítica cujo objeto são somente escritores consagrados?

Selecionamos excertos:

“…diante de um primeiro livro, o crítico se vê obrigado a exercitar, mais que … Continuar a Ler

Regras básicas de leitura e escrita


 
 
 
 
 
 
 

PARA LER
1. Ignorar os best-sellers, por maior que seja a tentação. Deixe passar cinco anos. Se o livro ainda respirar bem, pode investir.
2. Ler com desconfiança o que lê. Se o livro resistir a essa leitura, é porque é bom.
3. Ler com um lápis na mão. E usá-lo.
4. Conhecer pessoalmente o escritor só depois de ler o livro; caso contrário, a figura do escritor ficará colada ao texto, como um fantasma.
5. Ler edições que tenham bom gosto. Uma edição amadora piora dramaticamente o livro.

PARA ESCREVER
1. Dedicar mais tempo à leitura … Continuar a Ler

Esse ofício do verso


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Ao considerarmos o romance e a épica, somos tentados a pensar que a diferença principal está na diferença entre verso e prosa, entre cantar algo e enunciar algo. Mas acho que há outra maior. A diferença está no fato de que o importante na épica é o herói — um homem que é um modelo para todos os homens. Ao passo que a essência da maioria dos romances, como salientou Mencken, reside na aniquilação de um homem, na degeneração do caráter” (Esse ofício do verso, Jorge Luis Borges, p. 56)

Ponto de vista

“Escrever bem não é, absoluto, apenas uma maneira de unir belas palavras. A linguagem escrita é um dos elementos da narrativa. Um dos mais importantes. Não há nenhuma dúvida disso. Mas os outros elementos não podem ser desprezados. Até porque para unir boas palavras, ajustáveis, é preciso saber para que elas servem. Não custa observar. Revolucionários e conservadores sabem disso.

O fundamental, porém, é que o escritor deve ter o que dizer, inicialmente, e não revelar isso no desenvolvimento da narrativa. Muito menos no discurso escrito. O desenvolvimento dos personagens, das cenas, dos cenários, dos diálogos, por exemplo, revelam o … Continuar a Ler

Excertos de entrevista de Hatoum, Carvalho e Tezza durante a Flip

Nelson de Oliveira

“Tenho absoluta certeza que a boa literatura é a que inquieta as pessoas. Não a que deixa as pessoas tranquilas, sossegadas, em paz, não. O bom ensaio, a boa prosa, o bom poema é o que incomoda de alguma forma; mexe com verdades estabelecidas” (excerto de “Entrevista com Nelson de Oliveira”, Encontros de Interrogação, YouTube, Itaú Cultural, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=e7jnTsUjzMA, acesso em junho de 2009).

Veja também:

Peek-a-boo — Onde está o escritor brasileiro?

O que é um escritor?

“O escritor está sempre trabalhando em um livro, mesmo quando não está escrevendo” (Antonio Callado)
“You don’t live there always when you write. Mostly it’s a long hard walk. Sometimes it’s a trudge through fog and you’re scared you’ve lost your way and can’t remember why you set out in the first place. But sometimes you fly, and that pays for everything.” (Neil Gaiman)

Nascido do chão, da terra, de sementes de sabe-se lá qual árvore, aspergidas por chuviscos. Fruto de trabalho árduo e horas de solidão forçada e extremamente necessárias, em sua segunda … Continuar a Ler

Museu de Belas-Artes, W. H. Auden — Poesia

Museu de Belas-Artes, W. H. Auden

Sobre o sofrimento, eles nunca estiveram errados,
Os Velhos Mestres, como eles bem entenderam sua humana posição; como ele surge
Enquanto outros estão comendo ou abrindo uma janela ou simplesmente caminhando ordinariamente;
Como, quando os idosos estão reverentemente aguardando apaixonadamente
Pelo nascimento milagroso, sempre deverão existir
Crianças que não gostariam especificamente que ele existisse enquanto patinam
Em um lago na orla da floresta:
Eles nunca esqueceram
Que mesmo o martírio mais horrendo deve seguir seu curso
De qualquer jeito em um canto, algum lugar descuidado
Onde os cães vivam sua vida de cão e o cavalo do torturador
Coce seu traseiro inocente em … Continuar a Ler

Seis passeios pelo bosque da ficção

Passear pelo livro como fazemos num bosque é o que Umberto Eco propõe nesse texto. O livro é formado a partir das conferências da semana Norton (Charles Eliot Norton Lectures), em Cambridge, em 1992-1993 .

    “Mesmo quando não existem num bosque trilhas bem definidas, todos podem traçar sua própria trilha, decidindo ir para a esquerda ou para a direita de determinada árvore e, a cada árvore que encontrar, optando por esta ou aquela direção” (p. 12).

O livro apresenta questões interessantes em relação à própria teoria da literatura e, por essa questão, vale a pena ser lido.
O autor traz à tona o … Continuar a Ler

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