De poesia e de medo
Em uma oficina literária com Andréa del Fuego, uma das participantes, no meio de todos nós, declarou que não escrevia poesia pois tinha medo. Achei aquilo brilhante e nela descobri também a explicação para minha relação com a poesia. Eu também tenho medo. Medo como medo de criança, que vislumbra o proibido por entre os dedos que tentam esconder os olhos. Medo do desconhecido, que mistura fascínio e reverência. Medo que obriga a reconhecer-nos diante de algo muito maior do que nós mesmos, pois nos envolve e a tudo em um simples verso. Verso pensado para transmitir o todo de … Continuar a Ler

