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	<title>OFÍCIO LITERÁRIO</title>
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	<description>Literariedades de quem tem o texto como ofício</description>
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		<title>Idos de Março</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 13:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[  &#160; &#8220;Deves sempre temer as grandezas, oh alma. Se não consegues dominar as ambições que tenhas, cuida então, com dúvida e prudência, de as tolerar. E quanto mais adiante fores, mais cuidadosa, mais inquisitiva sê.&#8221; Konstantinos Kaváfis (trecho de &#8220;Idos de Março&#8221;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2011/11/alexandria.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-501" title="alexandria" src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2011/11/alexandria.jpg" alt="" width="500" height="181" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Deves sempre temer as grandezas, oh alma.<br />
Se não consegues dominar as ambições<br />
que tenhas, cuida então, com dúvida e prudência,<br />
de as tolerar. E quanto mais adiante fores,<br />
mais cuidadosa, mais inquisitiva sê.&#8221;</p>
<p><a title="Konstantinos Kaváfis" href="http://www.infopedia.pt/$konstantinos-kavafis" target="_blank">Konstantinos Kaváfis</a> (trecho de &#8220;Idos de Março&#8221;)</p>
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		<title>Ler devia ser proibido</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 14:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ler devia ser proibido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iRDoRN8wJ_w">Ler devia ser proibido</a></p>
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		<title>Reino das névoas</title>
		<link>http://blog.oficioeditorial.com.br/index.php/2011/09/04/reino-das-nevoas/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 00:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>

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		<description><![CDATA[As fábulas de La Fontaine eram contadas na Corte para entreter os nobres. Os contos dos irmãos Grimm foram coletados da tradição oral de camponeses alemães, e eram, então, histórias passadas de geração a geração, tendo, à época, desenlaces bem mais ácidos do que a versão açucarada que vemos hoje nas cores da Disney. Bruno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2011/09/capareinodasnevoas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-486" title="capareinodasnevoas" src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2011/09/capareinodasnevoas.jpg" alt="" width="112" height="150" /></a>As fábulas de La Fontaine eram contadas na Corte para entreter os nobres. Os contos dos irmãos Grimm foram coletados da tradição oral de camponeses alemães, e eram, então, histórias passadas de geração a geração, tendo, à época, desenlaces bem mais ácidos do que a versão açucarada que vemos hoje nas cores da Disney.</p>
<p>Bruno Bettelheim, em seu Psicanálise dos contos de fadas, expõe a versão original de contos hoje tão populares, como Bela adormecida e Chapeuzinho vermelho, trazendo à tona sua face contundente, bem mais fiel à psique humana, em que, por haver luz, há sombras.</p>
<p>É com muita propriedade que Camila Fernandes (<a href="http://twitter.com/milaf" target="_blank">@milaf</a>) avisa em seu livro: “contos de fadas para adultos”, alertando não apenas para a origem do conto de fada, mas também para o teor surreal e cortante que ela revive. E ela não é inocente. Camila é culpada com mérito. Ela confessa sua premeditação em introdução: “O mundo é cruel. Tomem cuidado”. Sua pena segue a mesma exatidão da lâmina.</p>
<p>Camila narra as histórias com a sonoridade dramática própria desses contos, e, também seguindo o modelo original, traz em cada um deles uma moral. Cada conto é acrescido de uma bela ilustração, obra também da escritora.</p>
<p>O título, <em><a href="http://reinodasnevoas.blogspot.com/" target="_blank">Reino das Névoas</a></em>, é perfeito por ser aguçado, simples, direto. Nas névoas reside o que está escondido, adormecido ou à espreita. A magia do desconhecido nos enfeitiça durante o dia e nos assombra à noite.</p>
<p>Meu conto preferido é “A outra margem do rio”, gostei da história e, embora pudesse supor seu final, nunca teria certeza de qual rota a escritora tomaria. Camila, já disse isso a ela, é imprevisível em suas narrativas e tem o hábito de não ter dó de seus personagens. Esses são os ingredientes iniciais essenciais para uma boa história. Se me permite a sugestão, melhor ainda seria se explicasse cada vez menos, deixando seus leitores sem muita informação sobre o que seus personagens pensam. Que criasse antagonistas com um passado desconhecido pelo leitor, que se desenrolassem a ponto de quase comprimir os demais personagens, como os Jacks de Neil Gaiman em <em>The Graveyard Book</em>. Que se deliciasse com as maldições sem solução, as bruxas e os gatos.</p>
<p>O livro teve apoio do Proac, programa de incentivo da secretaria de estado da cultura, de São Paulo, o que traz para a obra mais credibilidade sobre sua originalidade e criatividade. E foi produzido em parceria com a editora Tarja, essencial para uma boa divulgação e distribuição da obra; parabéns ao editor e também escritor Richard Diegues pela publicação da obra e por sua palavras na orelha da capa.</p>
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		<title>Nunca é tarde para começar na literatura</title>
		<link>http://blog.oficioeditorial.com.br/index.php/2011/02/21/nunca-e-tarde-para-comecar-na-literatura/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 11:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa Espaço Aberto, da Globo News, apresentou em 19 de fevereiro (8h30 da manhã) entrevista com escritores que iniciaram sua carreira literária depois dos sessenta anos. Destacamos aqui o depoimento de Angela Dutra de Menezes: “Tive de parar com a literatura. Fui ser jornalista&#8230; tive de me dedicar&#8230; tinha de colaborar&#8230; ao mesmo tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa Espaço Aberto, da <a href="http://twitter.com/canalglobonews ">Globo News</a>, apresentou em 19 de fevereiro (8h30 da manhã) entrevista com escritores que iniciaram sua carreira literária depois dos sessenta anos.</p>
<p>Destacamos aqui o depoimento de <a href="http://www.blogger.com/profile/04606173708709918623">Angela Dutra de Menezes</a>:<br />
“Tive de parar com a literatura. Fui ser jornalista&#8230; tive de me dedicar&#8230; tinha de colaborar&#8230; ao mesmo tempo que a vida me chamava – pra febre de filho, crescimento, nota, ir no mercado comprar chuchu, abóbora – eu tinha toda uma solicitação intelectual, então eu estava sempre dilacerada, nunca estava inteira em coisa nenhuma, e só pude realmente me dedicar quando o [filho] mais velho casou” (Angela Dutra de Menezes)</p>
<p><a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1440003-7823-ESCRITORES+COMECAM+CARREIRA+LITERARIA+DEPOIS+DOS,00.html">Assista ao programa na íntegra</a>.</p>
<p>Saudações!</p>
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		<title>O mercado dá poucas oportunidades ou os bons escritores são poucos?</title>
		<link>http://blog.oficioeditorial.com.br/index.php/2011/01/07/mercado-literatura/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 00:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado editorial]]></category>
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		<description><![CDATA[Estamos pensando a literatura e o mercado em pulos. Se olharmos bem de perto, literatura não combina com mercado, e discuti-los assim em paralelo parece ser insensato. Realmente é. Mas nos preocupamos. Queremos ver os escritores nacionais mais publicados, com mais oportunidades, e tendo a escrita como carreira real e não hobbie. Então, como não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos pensando a literatura e o mercado em pulos. Se olharmos bem de perto, literatura não combina com mercado, e discuti-los assim em paralelo parece ser insensato. Realmente é. Mas nos preocupamos. Queremos ver os escritores nacionais mais publicados, com mais oportunidades, e tendo a escrita como carreira real e não hobbie. Então, como não discutir literatura e mercado?<br />
Vamos pensar em pulos. Literatura. Mercado. Como é o cenário atual e o que nos falta, a nós, brasileiros, para termos um mercado que também dê oportunidade aos novos talentos.</p>
<p>Novos talentos? Quem são, onde estão? Quem os encontra? E que mercado é esse?</p>
<p><b>Novos talentos</b><br />
A Copa de Literatura é um projeto – discutível &#8212; para a avaliação de romances em um determinado ano. É lúdico e sem pretensões que não a de gerar uma boa discussão literária. Foi exatamente isso o que encontramos no ano passado.</p>
<p>No site <a href="http://www.copadeliteratura.com.br/">http://www.copadeliteratura.com.br/</a>, em avaliação feita em janeiro de 2010, Paulo Polzonoff (<a href="http://twitter.com/paulopolzonoff">@paulopolzonoff</a>) faz considerações sobre os dois romances finalistas. Sua crítica é direta e polêmica: ele questiona o que é a literatura brasileira. Nas palavras dele, &#8220;este fenômeno que não é só comercial. Na verdade, tudo é muito simples: literatura brasileira, em geral, não é livro que se queira ler. É livro que se pretende estudar, analisar, discutir. Aquilo que parece um romance é, na verdade, um objeto de estudo — um livro praticamente didático&#8221;. Ele diz que os romances que então analisou têm linguagem artificial, parecem construídos para serem estrutura de um real belo mas insosso. &#8220;O que me obriga a repetir: falta à literatura brasileira o teste da oralidade&#8221;.</p>
<p>Falta à literatura brasileira oralidade. E o que mais?</p>
<p><b>Editor</b><br />
Beatriz Bracher fala sobre a “culpa do editor” (<a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&#038;modelo=2&#038;secao=45&#038;lista=0&#038;subsecao=0&#038;ordem=3505"> Jornal Rascunho</a>), por meio de um acontecimento na Editora 34. Ela conta que, àquela época, ao fazer a avaliação de uma obra, ela apontou ao escritor onde o texto poderia ser melhorado. Ela diz que o autor reenviou a obra seguindo as recomendações dela, mas que, mesmo assim, o livro não foi aceito. Ela diz que se sentiu muito culpada e que, depois disso, só envia aos escritores a mesma cartinha de recusa, padronizada e sem detalhes. “Isto é o duro de ser editor: está na sua mão. Esse cara poderia ter uma carreira de escritor, poderia ter outros livros, e por causa do que aconteceu, pode ter se desviado, desistido, desanimado. Então, eu ouço muito os editores, é bom trabalhar com eles, mas quando você tem certeza de que a palavra final vai ser sua”.</p>
<p>O Editor envia a mesma cartinha de recusa não porque não tem mais nada a falar ao escritor, mas porque a obra não está finalizada. Há ainda arestas. Há pontos a melhorar. Mas isso não é o editor quem poderá dizer. Afinal, o editor está aí para publicar a obra. Se a obra não está pronta, não há como publicá-la. Enviar recomendações ao escritor muitas vezes é útil e é feito quando os reparos são mínimos. Mas, quando a reestruturação é grande, o que dizer ao escritor? E, mesmo que o editor o faça, como Beatriz, não é certeza de que a obra será realmente publicada. Casas editoriais mudam o seu “pessoal” com alguma regularidade. Ou seja, quem avaliou a obra daquele escritor pode não ser a mesma pessoa que irá avaliá-la quando reescrita. Casas editoriais podem mudar de estratégia de negócios, deixando um tema ou linha de lado em alguns meses. O que digo aqui é que a editora não é uma escola. Nela não há o objetivo de se instruir como escrever bem. Há somente prescrições que são seguidas por quem estiver no escritório, prescrições muitas vezes decididas não por intelectuais da literatura mas por empresários e comerciantes. O editor que conversa com o escritor muitas vezes não é o dono da editora e, assim, não pode realmente dar a ele certeza de uma publicação. Por isso a confusão. Por isso a reclamação, e justificada, dos escritores: “pô, o cara diz que a obra é boa, pede uns ajustes, eu faço e me recusam ou nem respondem?”. </p>
<p>O escritor deve saber ver: a tarefa do editor que seleciona obras também não é fácil e é razoavelmente cômodo culpá-lo pela recusa de uma obra. Se as editoras estivessem em um mundo ideal, elas seriam centros também de discussão literária, de avaliação franca e aberta. Mas o mercado pede pressa e as editoras cumprem, avaliando com pressa ou buscando o que é lucro certo. O mercado pede competitividade e as editoras cumprem, diminuindo o pessoal contratado e apostando na terceirização. As editoras brasileiras, aliás, conseguiram crescer e aparecer no mundo editorial pois adotaram práticas mais eficientes e agressivas de negócios. O mercado brasileiro se fortaleceu e chamou a atenção de grupos estrangeiros. Editoras brasileiras foram negociadas por grandes grupos. O fortalecimento de nossas editoras nacionais também é importante e segue um caminho que se repete em todas as áreas de negócios. Inevitável. </p>
<p>O que o escritor deve, então, fazer?</p>
<p><b>Seus pares</b><br />
Se o escritor quer discutir literatura e ter sua obra aperfeiçoada, por que os eventos literários estão tão vazios? Basta ir a um evento em uma livraria, um lançamento de livro, um sarau, e, até mesmo, aos debates que ocorreram antes do Prêmio São Paulo de Literatura (que não é um evento pequeno) para constatar o óbvio: poucos se interessam em prestigiar a discussão literária, a escutar os escritores publicados. E, se você frequentar algum grupo em sua cidade, irá ver que além de poucos são sempre as mesmas pessoas que estão lá.</p>
<p>Vamos ver. Como poucos se reúnem para discutir literatura e criação literária mas as editoras alegam estar abarrotadas de originais de escritores? Não é uma contradição? Os escritores não deveriam estar tão – ou mais – interessados em discutir literatura e a criação quanto finalizar seus textos e enviá-los para publicação?</p>
<p>Tá, mas não tem evento na região em que moro. Primeiro, certifique-se de que realmente não haja. Procure a prefeitura, faculdades, pesquise na internet. Na região em que moramos, por exemplo, há pouquíssimos eventos e a maioria deles em lugares de difícil acesso. Assim, nossa saída foi encontrar nossos pares na rede. Assim, encontramos com quem conversar. Conhecemos escritores da região e até vimos um grupo de escritores de nossa região criar um grupo e blog coletivo (<a href="http://e-chaleira.blogspot.com/">http://e-chaleira.blogspot.com/</a>).</p>
<p>Mas não tem nada em minha região&#8230; o que fazer? Bem, gente, a rede está aí para ajudá-los. Procure seus pares na rede. Se conseguir formar um grupo, pode até reivindicar algum evento cultural em sua cidade. É difícil, mas se não fizerem algo, dificilmente uma alma caridosa irá fazer por vocês. Cultura não é prioridade de verba nas prefeituras. Façam com que seja.</p>
<p>A primeira leitura de avaliação de sua obra nunca, nunca mesmo, deve ser a de uma editora. Confie em seus pares. Discuta com eles. Coloque seus textos para eles lerem. É muito importante a opinião de seus leitores, não? Não a tome como guia de sua criação, apenas como mais um fator para sua autoavaliação, ok? A palavra final deve ser a do escritor, mas ninguém aprende coisa alguma se não cruzar a linha de conforto. Coloque sua obra na roda, coloque sua visão em discussão.  </p>
<p><b>Onde estão os novos escritores?</b><br />
Sim, onde estão vocês? Na sua região tem algum grupo de discussão? Divulgue-o. Pode divulgá-lo aqui mesmo. O importante é encontrarem-se. A criação literária é solitária, mas uma das formas de você avaliar se está em seu caminho ideal é escutar o que seus leitores têm a dizer.</p>
<p>Não corra atrás de fórmulas, de regrinhas, de tendências e correntes. Seu estilo só será seu se for honesto. Sua criação só valerá a pena se for honesta com seu estilo. Não corra atrás do “sucesso” editorial, trabalhe para escrever bem. Trabalhe para construir sua história literária, seu universo próprio. Grandes escritores muitas vezes só foram descobertos depois de mortos (tá, só para constar. Não precisa se desesperar, ok?)</p>
<p>Infelizmente, você, como a maioria da população brasileira, terá de se sacrificar. Ser escritor hoje não é profissão nem para quem é escritor já publicado. Não desista. </p>
<p>Indicamos alguns caminhos: grupos de discussão em sua região; grupos de discussão na rede; procure seus escritores favoritos na rede e converse com eles (aliás, leia as obras deles); veja seus escritores preferidos (<a href="http://www2.tvcultura.com.br/entrelinhas/videos.asp">http://www2.tvcultura.com.br/entrelinhas/videos.asp</a> | <a href="http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/">http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/</a>); leia matérias de qualidade sobre literatura e novos escritores (indicamos o <a href="http://rascunho.rpc.com.br/">jornal Rascunho</a>); escreva sempre; leia um poema ao acordar ou antes de dormir (poesia é inspiração); procure as editoras pequenas, as que estão surgindo, e converse com seus editores; se você for bom e tiver fôlego, abra uma pequena editora com seus pares e coloque a obra de vocês no mercado; procure leitura crítica do mercado (alguns agentes fazem &#8212;  <a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/agente-literario/">http://blog.oficioeditorial.com.br/agente-literario/</a> &#8211;, e <a href="http://www.oficioeditorial.com.br/">nós</a> também); acredite nos bons concursos literários e envie sua produção (indicamos a seleção de Ana Cristina Melo &#8212; <a href="http://ficcaodegaveta.blogspot.com/">http://ficcaodegaveta.blogspot.com/</a>); e, mais importante, leia de tudo, leia o que produziram os novos talentos, leia os clássicos, leia o que produziu aqueles que venceram concursos no ano passado. E vá em frente.</p>
<p>Acreditamos que novas oportunidades ocorram pelo aquecimento do mercado – quando se abrem mais editoras, pequenas e intelectuais; e quando editoras grandes apostam em novos talentos, como nos concursos que promovem &#8211;; pela interação entre escritores; pela chance de divulgação de sua obra – nas livrarias e em reuniões literárias &#8211;; mas nada supera a dedicação e o esforço individual.</p>
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		<title>Previsões para 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Dec 2010 14:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Poderíamos chamar todos os videntes, tarólogos e todos aquelas pessoas que dizem saber o que o futuro reserva. Deixemos isso para os programas de televisão&#8230; O que podemos afirmar, com certeza, sobre o próximo ano: que é preciso se dedicar aos projetos para que eles se concretizem; que às vezes precisamos parar um pouco, afinal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderíamos chamar todos os videntes, tarólogos e todos aquelas pessoas que dizem saber o que o futuro reserva. Deixemos isso para os programas de televisão&#8230;<br />
O que podemos afirmar, com certeza, sobre o próximo ano: que é preciso se dedicar aos projetos para que eles se concretizem; que às vezes precisamos parar um pouco, afinal não somos máquinas; que, além do trabalho, há a família e as pessoas que amamos; que crescer implica enfrentar os medos e as dificuldades; e que, sozinhos, não chegamos a lugar nenhum.<br />
Não precisamos ser videntes para dizer essas coisas.<br />
Força e esperança: é o que desejamos a todos os amigos e conhecidos! A primeira para vencer as dificuldades e a segunda para saber que, às vezes, as nossas forças não são suficientes e o que nos resta é saber que há alguém que nos ama e sempre cuida de nós!</p>
<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/mensagem_de_natal__1__1.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/mensagem_de_natal__1__1.jpg" alt="" title="mensagem_de_natal__1__1" width="640" height="283" class="alignnone size-full wp-image-116" /></a></p>
<p><strong>Feliz Natal e um Novo Ano repleto de sonhos e concretizações!</strong></p>
<p><em>Equipe Ofício Editorial</em></p>
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		<title>Editar ou não editar?</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 23:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos vendo o nascimento de muitas novas editoras, normalmente fundadas por escritores ou grupo de escritores. Há exemplos bem-sucedidos, de editoras que crescem e que escapam da perigosa faixa de negócios que não vingam, como a Editora Tarja, a Não editora, entre outras. No exterior, Europa e EUA, as pequenas editoras são mais numerosas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/10/edits.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-118" title="edits" src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/10/edits.jpg" alt="" width="372" height="165" /></a></p>
<p>Estamos vendo o nascimento de muitas novas editoras, normalmente fundadas por escritores ou grupo de escritores. Há exemplos bem-sucedidos, de editoras que crescem e que escapam da perigosa faixa de negócios que não vingam, como a Editora Tarja, a Não editora, entre outras.</p>
<p>No exterior, Europa e EUA, as pequenas editoras são mais numerosas do que aqui no Brasil, e elas são chamadas de editoras independentes. A maior variedade de editoras torna o mercado mais aquecido também para o escritor, que pode ter mais aceitação de originais. Lá, o escritor também é mais profissionalizado do que aqui, há disciplinas universitárias em escrita criativa o que, apesar de não garantir a formação de um bom escritor, ajuda muito na consolidação da profissão.</p>
<p>Nessa nossa época, a autopublicação se torna menos complicada, e há mais gente dominando as técnicas de produção, o que facilita a formatação do livro. Mas, qual é exatamente o ponto em que se decide abrir uma editora e torná-la bom negócio, unindo qualidade com rentabilidade? Ser um escritor basta para se tornar um bom editor, quais as dificuldades, desafios e conquistas?</p>
<p>Para essa conversa convidamos o pessoal da Balão Editorial, de São Paulo (Flávia, Guilherme e Natália, <a href="http://www.balaoeditorial.com.br/">http://www.balaoeditorial.com.br/</a>, http://balaoeditorial.blogspot.com/, Twitter: <a href="http://twitter.com/balaoeditorial">@balaoeditorial</a>, Facebook: facebook.com/balaoeditorial), e da editora Mutuus, do Rio de Janeiro (Leonardo e Henrique, <a href="http://blog.mutuuseditora.com.br/2010/08/envio-de-originais.html">http://blog.mutuuseditora.com.br/2010/08/envio-de-originais.html</a>, Twitter: <a href="http://twitter.com/Mutuus_Editora">@Mutuus_Editora</a>), ambas recentes.</p>
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<p><strong>1) Há quanto tempo sua editora existe e qual o seu objetivo?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong> A Balão Editorial nasceu em 2009 mas nosso primeiro livro só foi lançado em 25 de janeiro de 2010, ou seja, temos menos de um ano.<br />
Dizemos sempre que nosso objetivo é divulgar a cultura, a literatura e o saber acadêmico por meio de uma edição criteriosa. Mas também é verdade que publicamos livros de coisas que gostaríamos de ler, e que não têm vez nas editoras tradicionais.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong> Nós estamos começando. Já recebemos os primeiros originais – e devemos admitir, o excessivo número de originais recebidos em muito pouco tempo nos surpreendeu, o que talvez mostre a falta de espaço para o autor nacional. Alguns livros já estão prontos, editados. Mas, antes de lançarmos as primeiras obras, precisamos resolver algumas questões burocráticas para a legalização da editora; isto é, tirar o alvará que nos permitirá registrar as obras, fazer as fichas catalográficas e publicar. Infelizmente, no Brasil, estas questões burocráticas são meio imprevisíveis, mas imaginamos que nos próximos meses devemos começar a lançar os primeiros livros. Atualmente, possuímos 8 livros editados ou em edição.<br />
O objetivo da editora é dar mais espaço ao autor nacional. Sabemos que não poderemos dar um alto investimento a todos os livros, mas tentaremos publicar o máximo possível. Em alguns casos, com tiragens menores, em outros casos com tiragens um pouco maiores. A ideia é buscar alguma visibilidade, mesmo nos livros de menor investimento, através de algumas ações de divulgação, que devem acontecer principalmente na internet. Acreditamos que determinados autores, recebendo algum apoio, podem formar um público fiel, mesmo que não muito grande, que nos permitirá produzir tiragens cada vez maiores para os livros que eles vierem a publicar no futuro. Deste modo o autor cresce, e cresce também a editora. </span></p>
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<p><strong>2) Ao abrir a editora, é essencial ter-se já o perfil da editora traçado? Ter projetos já em andamento? A sua editora tem uma linha editorial planejada?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Sempre tivemos em mente linhas gerais de como seria o perfil da editora, mas nunca o fechamos completamente para não engessar nossa linha editorial. Assim como seus sócios, a editora tem um perfil dinâmico e com interesses variados.<br />
Quanto à questão dos projetos, quando abrimos a editora tínhamos alguns projetos em andamento, mas tudo estava muito cru. O processo foi acelerado com a oportunidade de publicar a ótima tira de quadrinhos Hector e Afonso – Os Passarinhos, de Estevão Ribeiro. A partir daí, outros projetos igualmente interessantes surgiram e ajudaram a pavimentar o nosso caminho.<br />
Voltando à questão da linha editorial, cito novamente os interesses dos sócios. Como já dissemos, os nossos livros são projetos que gostaríamos de ler, que são importantes para nós. Portanto, não é nenhum absurdo dizer que nossa linha editorial é composta pelos assuntos que gostamos, ou seja, quadrinhos, literatura, cinema, comunicação, relatos de viagens e o que mais decidirmos que vale a pena.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>É essencial ter um planejamento sim. Não temos uma linha editorial tradicional planejada. Pretendemos trabalhar com uma gama ampla de autores e gêneros. Nossa “linha editorial” passa justamente pelo fato de dar atenção aos novos autores, que normalmente não têm tanto espaço nas médias e grandes editoras; então é com eles que devemos trabalhar. </span></p>
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<p><strong>3) E o editor? Esse profissional tem de ter algum perfil? Ser um escritor basta para se tornar um bom editor? Qual sua experiência prévia no mercado editorial?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>O editor tem que ser uma pessoa que conheça de tudo um pouco e também tudo de um pouco. Pode parecer confuso, mas o que queremos dizer é que um editor precisa ser antenado, dominar vários tópicos, mas não pode abandonar sua especialidade, assunto o qual domina perfeitamente.<br />
Ser um bom escritor não basta para ser um bom editor. Inclusive, isso pode até jogar contra, pois um bom escritor pode se sentir impelido a fazer grandes alterações em textos de outros autores. Lógico que um bom escritor pode ser um bom editor, mas cada profissão tem características próprias.<br />
Nós da Balão trabalhamos previamente em vários outros lugares do meio editorial, sendo como funcionários ou como prestadores de serviços, o que nos deu bagagem e experiência para partirmos para a nossa própria empreitada.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Ser um escritor não basta para ser também um editor. Para editar, é necessário ter uma noção de mercado que maioria dos escritores não possui. Além disso, julgar um livro com os “olhos” de um escritor é bem diferente do que fazê-lo por uma visão de “editor”, que deve avaliar também o público-alvo, potencial mercadológico etc. Para isso, estudei na Escola de Comunicação da UFRJ. Embora tenha me diplomado como jornalista em vez optar por Produção Editorial, cursei as matérias voltadas para edição. Depois, ao entrar para o mestrado na mesma instituição, voltei definitivamente os estudos para a produção literária, recepção do público etc. Portanto, nos últimos dois anos, entrei em contato com muitos autores, fiz longas pesquisas com editores e editoras, o que me ajudou a formar a minha visão do mercado editorial.</span></p>
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<p><strong>4) A que passo o seu catálogo é formado? Já iniciou com muitas publicações ou caminha mais lentamente? O que é o ideal para a recém-formada editora?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Por enquanto temos dois livros de quadrinhos, um de tirinhas e outro com duas histórias mais longas, e um livro de contos de ficção especulativa. Trabalhamos no quarto livro, que será um álbum de quadrinhos que trará um DVD com o motion comic animado do autor da HQ. Além disso, já estamos trabalhando no próximo projeto que será um livro de relatos de uma viagem pela África a partir do blog Boiando em Moçambique, de Rafael Moralez. Portanto estamos construindo nosso catálogo lentamente.<br />
Não sei qual é exatamente o ideal para uma editora novata, mas nós optamos por trabalhar com tranquilidade tanto a produção quanto a divulgação de cada um dos títulos. Queremos dar tempo para nossos leitores lerem e apreciarem cada um dos livros enquanto também temos tempo para trabalhar como desejamos os próximos lançamentos.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>É difícil precisar qual é o processo ideal para uma editora recém-formada. Para saber com que velocidade o catálogo deve ser formado, é necessário saber qual o planejamento traçado pela editora. Caso ela pretenda publicar poucos livros por ano, o que é a opção de muitas editora novas, naturalmente o catálogo crescerá de maneira lenta. Se a opção for por mais publicações, o que se tornou um pouco mais viável com os recentes avanços da impressão digital, o catálogo irá crescer mais rapidamente. Então, na realidade, é tudo uma questão de planejamento. Em nosso caso, planejamos um crescimento “médio”, uma vez que não pretendemos publicar uma quantidade excessiva de livros por ano, até para que seja possível dar um apoio eficiente aos autores. </span></p>
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<p><strong>5) Qual sua relação com o autor? Como é o processo de seleção do livro a ser publicado? Vocês encomendam textos e planejam projetos diferenciados ou trabalham com a seleção de original de escritores estreantes?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Por enquanto selecionamos trabalhos de autores estreantes ou novatos. Mas não descartamos encomendar projetos no futuro. Para a seleção, todos os sócios leem o original, e frequentemente recorremos também a um parecerista externo, alguém que conheça muito do assunto e possa opinar com mais acuidade a respeito dos livros. E sempre que possível, tentamos indicar possíveis melhorias para os livros rejeitados, como também outras editoras que possam ter um perfil no qual ele se encaixe melhor.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Nós tentamos sempre conversar bastante com os autores. Sempre mostramos as capas para saber o que acharam, procuramos discutir estratégias de venda e divulgação que estejam dentro dos limites que imaginamos para a obra. Normalmente, trabalhamos com autores novos, mas não nos prenderemos apenas a isto. A ideia é valorizar o autor nacional, portanto, mesmo que determinado autor já tenha publicado alguns livros, estaremos interessados na publicação.<br />
Não sei exatamente o que seriam os projetos diferenciados citados. Mas estamos abertos a livros não-ficcionais que possam conter ideias interessantes. </span></p>
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<p><strong>6) Há um perfil ideal para o escritor que procuram?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>A princípio, os que têm bons projetos a publicar. Mas é interessante também quando o autor trabalha a favor do livro, ou seja, topa mudanças quando necessário, ajuda a divulgar o projeto e entende todos os possíveis contratempos que a edição possa vir a sofrer.<br />
Gostamos também de dar oportunidade para escritores estreantes ou ainda pouco conhecidos.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Sim. Procuramos por autores que tenham a consciência de que o mercado editorial não é fácil, de que não só a editora precisa correr atrás como o próprio autor. Um autor que também se esforça para conquistar cada vez mais leitores é muito importante. Afinal, se o editor sabe que aquele autor conseguirá vender alguns exemplares com o próprio esforço, optar por uma tiragem maior, com uma divulgação também maior e um maior investimento, torna-se algo muito mais viável e muito menos arriscado. </span></p>
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<p><strong>7) Vocês também escrevem? Também irão publicar suas próprias obras na editora?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Não.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>No caso apenas eu escrevo, meu sócio não escreve. A primeira obra de maior investimento da editora será um livro meu, <em>O Código dos Cavaleiros</em>. Entretanto, neste caso específico, parte do investimento no livro não sairá do capital inicial da editora, mas do “meu próprio bolso”. Achei que talvez fosse, pelo menos nesse início, a opção mais ética. </span></p>
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<p><strong> <img src='http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Ser escritor e ser editor é possível? É possível conciliar os dois trabalhos? Perguntamos isso pois sabemos que a burocracia que envolve o dia a dia de uma editora é menos literariamente intelectual e mais de negócios e comércio. Tratar com livrarias, distribuidores, fornecedores, acerto de DA de autores, gráfica, marketing, divulgação, contabilidade&#8230; Essa parte é a mais difícil? Vocês mesmos lidam com essas tarefas?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>É possível, desde que o escritor-editor saiba diferenciar bem os dois trabalhos. Lidar com a burocracia faz parte do trabalho do editor e não é tão chato como muita gente faz parecer. Conseguir acertar um bom contrato de distribuição pode ser tão prazeroso quanto contratar um bom texto, tudo faz parte da cadeia da edição. Às vezes é difícil e desgasta um pouco, mas acreditamos que todas as profissões têm seus altos e baixos. Tirando a contabilidade e os serviços advocatícios, fazemos todas as tarefas burocráticas, sim.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>É possível, mas realmente não é fácil. Talvez a maior dificuldade seja a de olhar para um livro como editor e não como leitor ou escritor. As áreas burocráticas são realmente um problema, mas contamos com contadores e advogados para nos auxiliar nestes casos. Já a relação com livrarias, distribuidores, fornecedores etc. é algo mais fácil de ser feito. Tanto eu como meu sócio sabemos lidar bem com essas situações, até por isso optamos por montar nossa própria empresa. </span></p>
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<p><strong>9) Quais foram as dificuldades que encontraram até o momento?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>A maior dificuldade é a distribuição. Grandes distribuidoras não estão interessadas nem em ouvir pequenas editoras. Chegamos em alguns lugares que nós mesmos negociamos e enviamos os produtos, mas ainda temos uma distribuição incipiente.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Como já deve ter ficado claro mais acima, o principal problema encontrado até agora envolve a burocracia. As questões de livrarias, distribuidores e gráficas não geraram quase problema, mas a abertura da editora é que tem demorado mais do que o esperado. Tínhamos já um lugar selecionado para ser a nossa sede, mas, ao checarmos com a Prefeitura, foi necessário escolher um novo local. Por isso, estamos demorando um pouco mais do que o previsto para iniciarmos as publicações. O novo local já foi escolhido, já foi checado com a Prefeitura e está tudo certo, falta apenas fechar os últimos detalhes para iniciar o processo de abertura, que deve demorar cerca de 2 meses. Enquanto isso, deixaremos uma série de livros prontos para serem publicados. </span></p>
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<p><strong>10) Quais foram as conquistas até agora?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Os elogios dos leitores. Pode parecer piegas, mas saber que um leitor leu e gostou de seu livro é a maior gratificação que o editor pode receber.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Há algumas coisas que não poderemos falar mais especificamente. Mas primeiro foi o fato de termos sido muito bem recebidos por escritores, blogueiros etc. Nossa principal dúvida era se conseguiríamos tornar a editora conhecida o suficiente para que os autores se interessassem pelo projeto e decidissem publicar conosco. Para nossa surpresa, a recepção foi realmente boa. Inclusive, o número de originais recebidos nos primeiros meses foi muito alto, o que até nos fez interromper o recebimento de novas obras para que as já enviadas pudessem ser analisadas. Por causa dos problemas burocráticos, decidimos analisar as obras enviadas num ritmo mais lento, pois não sabíamos quanto tempo iríamos levar para achar um novo local, então de nada adiantaria termos 10, 15 livros prontos se ainda precisaríamos esperar alguns meses para publicá-los.<br />
Outra conquista fica mais para a área da distribuição. Embora, neste início, ainda não tenhamos tanto capital para lançar muitos livros com um investimento maior, já temos alguns parceiros muito fortes para distribuir os nossos livros de maior tiragem. Inclusive, aqui no Rio já conseguimos alguns contatos para negociar diretamente com grandes redes livreiras, o que seria um passo enorme em termos de mercado editorial. Quem está no ramo sabe como é difícil conseguir algum espaço nas grandes redes livreiras quando se está começando. </span></p>
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<p><strong>11) É essencial o editor circular pelas mídias sociais (orkut, facebook, twitter, blog) e ter site próprio? Qual é a sua estratégia nessas mídias?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Sim. Trabalhamos bastante em todas as mídias sociais e acredito que uma boa parte dos nossos leitores são oriundos dos trabalhos que fazemos nesses meios.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Sim, é essencial, talvez não para o editor, mas ao menos para a editora. A recepção boa que a Mutuus teve já nesse seu início se deveu muito a isso: a divulgação no meu blog, em outros blogs e no twitter. Definitivamente, a nova editora e o novo autor, nos tempos atuais, precisam saber utilizar as novas mídias.<br />
Já nossas estratégias nessas mídias devem variar. Conseguimos ter um sucesso legal ao divulgar o próprio surgimento da editora, mas também pensamos em um modo de utilizar as redes sociais para aumentar as visitas no blog da editora e na futura Loja Virtual, assim poderemos fazer com que os autores obtenham uma maior visibilidade. Também pretendemos fazer promoções com blogs para divulgar alguns novos livros e também HotSites. Enfim, as estratégias precisarão ser adaptadas conforme o autor e a obra, mas já estamos fazendo parcerias e analisando a melhor forma de atuar. </span></p>
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<p><strong>12) No mundo empresarial, fala-se muito de estratégia de negócios. Vocês têm uma estratégia clara? Lidam muito com imprevistos e soluções tomadas conforme se caminha?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Temos uma estratégia clara, sim, mas não hesitamos em fugir dela se surgir algum imprevisto.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Sim, temos. Não queremos lidar com muitos imprevistos e tentamos sempre antecipá-los. Um dos maiores problemas das novas editoras que surgem no Brasil muitas vezes é esse, a falta de uma estratégia clara e de um pensamento mais comercial/empresarial. Quando falamos que não poderemos publicar todos os livros com alto investimento, é exatamente por causa deste planejamento. Isso porque basta um livro com um alto investimento que acabe por dar muito errado para que a editora fique em uma situação econômica muito delicada. Por este motivo, se você investe com mais cuidado, mas de modo a criar um público para determinados autores, você pode aumentar as tiragens desses autores gradativamente e de forma mais segura. Deste modo, você diminui os riscos e obtém algum lucro. Talvez seja um lucro menor do que o obtido por um livro de alto investimento que dê muito certo, mas é um lucro que virá quase 100% das vezes, o que permite um crescimento saudável e sem imprevistos. </span></p>
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<p><strong>13) Além de serem editores, exercem outras atividades profissionais ou é possível se dedicar exclusivamente à editora?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Além de editora, a Balão Editorial funciona como um escritório editorial, no qual prestamos serviços para outras empresas e editoras. Isso ajuda a manter nosso fluxo de caixa e nos permite continuar publicando.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Neste início será difícil nos dedicarmos exclusivamente à editora; mas, de uma maneira geral, a dedicação será quase integral. Eu estou finalizando o Mestrado e talvez vá fazer Doutorado, ambos na UFRJ. Meu sócio se formou em Portugal, é designer, e trabalha como freelancer para algumas empresas e escritórios. Deste modo, embora tenhamos algumas outras atividades, poderemos nos dedicar quase integralmente à editora, até porque, de acordo com o planejamento traçado, a ideia é obter um lucro razoável já nos primeiros meses. Fora isso, utilizamos alguns revisores, diagramadores e capistas freelancers para agilizar alguns serviços. </span><br />
<strong>14) Do que imaginavam, a realidade sua é mais fácil, mais difícil ou compatível com o que esperavam?<br />
<span style="color: #006699;">Balão | </span></strong>Compatível com o que esperávamos. Algumas coisas são mais fáceis do que imaginamos, outras bem mais difíceis, mas, na média, está tudo dentro das nossas expectativas.</p>
<p><span style="color: #339900;"><strong>Mutuus |</strong>Compatível com o que esperávamos. Há sempre muitas dificuldades e pouco apoio a quem começa; mas, exatamente por já esperarmos por isso, pelos estudos que eu havia feito, já tínhamos criado algumas estratégias para contornar estes problemas. Até agora, elas deram muito certo. A única grande questão que não esperávamos eram os entraves burocráticos que atrasaram a abertura da editora. Estes eu não soube prever muito bem, uma vez que estavam um pouco fora da alçada de produção editorial.</span></p>
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]]></content:encoded>
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		<title>a minha alma é irmã de deus</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 00:11:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;E aí quase sem olhar passava a linha pela agulha. Me olhando no quintal, quase sem verificar o que fazia, e completava o serviço. Ela sempre dizia alguma coisa assim Camila tem paixão pelo amor triste. Sabe minha mãe? Ela tinha os olhos bem vivos. Pretos e vivos. E tristes. Ela tinha aquele jeito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/10/carrero2.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/10/carrero2-150x150.jpg" alt="" title="carrero2" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-125" /></a></p>
<p>&#8220;E aí quase sem olhar passava a linha pela agulha. Me olhando no quintal, quase sem verificar o que fazia, e completava o serviço. Ela sempre dizia alguma coisa assim Camila tem paixão pelo amor triste. Sabe minha mãe? Ela tinha os olhos bem vivos. Pretos e vivos. E tristes. Ela tinha aquele jeito de baixar a cabeça, sem sair da cadeira onde estava bordando, sentada, e olhava com intensidade, muita intensidade. Minha mãe olhava com intensidade . Eu fingia que não estava vendo. E ria, ria comigo mesmo. Ela me olhando lá do terraço e eu fazendo que não estava vendo. Rindo. Desse riso que fica bailando no peito&#8221;</p>
<p><span style="color: blue;"><em>a minha alma é irmã de deus</em>, p. 95</span><br />
<a href="http://www.raimundocarrero.com.br/blog_pt.php?PHPSESSID=50adf4325c82aef3dda27709d8d1431d&amp;p=id&amp;v=6">Blog de Raimundo Carrero</a></p>
<p><a href="http://www.raimundocarrero.com.br/tema_pt.php?PHPSESSID=a4b9f2575be157c0915bd5640abafdff&amp;p=id&amp;v=52">Editora lança fotobiografia de Raimundo Carrero</a></p>
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		<title>Steampunk</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 17:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; Steampunk é um gênero dentro da ficção científica que surgiu no Brasil nos anos 80. A ficção steampunk está ganhando novos escritores e leitores com a publicação de novas obras por editoras nacionais. Mas o steampunk não se limita à literatura, ele é também uma estética, uma cultura. Vamos falar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/abertura_1_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-128 alignright" title="abertura_1_2" src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/abertura_1_2-300x75.jpg" alt="" width="450" height="112" /></a></div>
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<p>Steampunk é um gênero dentro da ficção científica que surgiu no Brasil nos anos 80. A ficção steampunk está ganhando novos escritores e leitores com a publicação de novas obras por editoras nacionais. Mas o steampunk não se limita à literatura, ele é também uma estética, uma cultura. Vamos falar com Cândido Ruiz, membro do Conselho Steampunk Paulista, admirador e participante do Movimento Steampunk.</p>
<p><span style="color: #cc6600;"><strong>O que é o movimento Steampunk? E o que caracteriza a literatura Steampunk?</strong><br />
RESP: </span> Steampunk é um subgênero literário composto por um universo de ficção científica ambientado em um cenário estético vitoriano. O Steampunk não se resume a esses elementos sendo rico em distopias e utopias, anacronia e elementos provenientes de toda a literatura fantástica. Fortemente influenciado pela história alternativa.<br />
Um universo onde a tecnologia do vapor pode movimentar uma máquina do tempo, um metrô flutua pela força do magnetismo, mas seu combustível é o carvão, mulheres portam armas e assumem a liderança, revoluções tecnológicas improváveis foram possíveis.</p>
<p><span style="color: #cc6600;"><strong>Onde o movimento se originou e de qual manifestação artística (romance, conto, quadrinhos, filme)? Quais são seus representantes internacionais na Literatura?</strong><br />
RESP: </span>Na década de 1980 escritores como K.W.Jeter, James Blaylock e Bruce Sterling publicaram obras que possuíam traços em comum. Essas características ganharam um apelido jocoso: Steampunk (Punks a Vapor). Fazendo alusão ao Cyberpunk, em voga na época.</p>
<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/quadrinho.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/quadrinho-300x75.jpg" alt="" title="quadrinho" width="450" height="112" class="aligncenter size-medium wp-image-137" /></a><br />
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<p><a href="http://sp.steampunk.com.br/2008/10/21/steampunk-nos-quadrinhos-%e2%80%93-parte-i/">Quadrinhos</a></p>
<p><span style="color: #cc6600;"><strong>No Brasil, a literatura steampunk é representada por quais escritores e obras?</strong><br />
RESP: </span> Entre as obras nacionais estão a coletânea <a href="http://tarjaeditorial.com.br/tarja/?p=39">SteamPunk</a> (Editora Tarja), a <a href="http://editoradraco.com/2010/08/vaporpunk-relatos-steampunk-publicados-sob-as-ordens-de-suas-majestades/">Vaporpunk</a> (coletânea Luso-Brasileira da Editora Draco) e a obra Bilac vê estrelas. Autores nacionais como Gerson Lodi-Ribeiro, Romeu Martins, Fábio Fernandes, Antônio Luiz M. C. Costa, Alexandre Lancaster entre outros.</p>
<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/steampunk.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/steampunk-300x75.jpg" alt="" title="steampunk" width="450" height="112" class="aligncenter size-medium wp-image-141" /></a><br />
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<p><span style="color: #cc6600;"><strong>Quais são as editoras que publicam a literatura Steampunk? O espaço para essas obras está aumentando no mercado nacional?</strong><br />
RESP: </span>Recordo-me de poucas editoras no momento, mas posso afirmar que a Draco, a Tarja e a Aleph tem publicado obras Steampunks. A Draco e a Tarja com maior destaque pois são pioneiras com publicações de autores nacionais de steampunk. Já a Aleph publicará ainda este ano a obra The Difference Engine.</p>
<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/vaporpunk.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/09/vaporpunk-300x75.jpg" alt="" title="vaporpunk" width="450" height="112" class="aligncenter size-medium wp-image-147" /></a><br />
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<p><font color="#cc6600”><b>A literatura nacional tem especificidades em relação ao steampunk internacional?</b><br />
RESP: </font>A literatura nacional traz à tona personagens reais ou imaginárias da nossa cultura. Promovem um resgate cultural com cara de “pulp”. Mesclando personalidades como Barão de Mauá, Santos Dumont, o Imperador Dom Pedro, José do Patrocínio, Olavo Bilac e muitos outros com o Prof. Aronnax, Capitão Nemo, Robur o Conquistador, Félix Nadar, Nicola Tesla, Mata Hari, Drácula e muitas outras personagens fantásticas de ambos os lados. Muitas vezes inclusive resgatando personagens do folclore nacional.</p>
<p><font color="#cc6600"><b>O Steampunk internacional tem mais seguidores e visibilidade do que o nacional? Caso sim, a que você atribui esse fato?</b><br />
RESP: </font>Na verdade, no momento, o Steampunk nacional possui grande visibilidade, até mesmo fora do país. Jeff Vander Meer, escritor e editor americano, organizador de coletâneas de repercussão internacional sobre Steampunk e New Weird, acaba de mostrar ao público as provas de seu mais novo projeto, um autêntico e luxuoso livro de arte. E, entre as páginas do livro dele, terão o seu quinhão três autores nacionais Fábio Fernandes, Jacques Barcia e Romeu Martins que compartilharão as páginas com criadores do porte de Jess Nevins, Libby Bulloff, Bruce Sterling, Desirina Boskovich, Jake von Slatt, Rick Klaw entre muitos outros.</p>
<p><font color="#cc6600"><b>Como é a comunicação entre os admiradores do Steampunk? Há blogs, eventos presenciais, encontros, lançamentos de livros?</b><br />
RESP: </font> Como os admiradores têm de 12 a 55 anos e estão em 11 estados brasileiros, sua diversidade de interesses faz com que esses grupos se reúnam nos lugares com os quais suas afinidades criativas, artísticas etc. tenham mais relação. São constantes os Cafés literários, Saraus e visitas a museus. Eventos ligados à literatura recebem um destaque maior.</p>
<p><font color="#cc6600"><b>Qual é o papel do Conselho Steampunk Paulista? Há outros conselhos pelo país?</b><br />
RESP: </font>O Conselho Steampunk foi fundado com o intuito de divulgar e incentivar a produção de material correlato em terreno nacional. Embora tenha abrangência nacional e esteja presente em mais de 10 estados brasileiros, o Conselho Steampunk não possui líderes, diretores, presidentes ou qualquer coisa do tipo. Existem figuras de referência que fundaram o Conselho ou cada uma das &#8220;Lojas&#8221; (tradução do termo inglês &#8220;Lodges&#8221;, que para nós representa um estado brasileiro).<br />
Esta é uma das características mais marcantes do Conselho Steampunk, a predisposição à colaboração.</p>
<p><font color="#cc6600">outros links para leitura:</font><br />
<a href="http://www.steampunk.com.br">www.steampunk.com.br</a><br />
<a href="http://www.steambook.com.br ">www.steambook.com.br </a><br />
<a href="http://twitter.com/steampunksp">http://twitter.com/steampunksp</a><br />
<a href="http://twitter.com/consteampunk">http://twitter.com/consteampunk</a><br />
<a href="https://twitter.com/rcandidoruiz ">https://twitter.com/rcandidoruiz </a><br />
<a href="http://sp.steampunk.com.br/2009/06/10/o-grande-alan-moore-fala-sobre-steampunk/">Alan Moore fala sobre Steampunk</a></p>
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		<title>Entrevista com Ana Cristina Melo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 15:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; Nome &#124; Ana Cristina Melo Biografia &#124; Nasceu no Rio de Janeiro, em 1972. Pós-graduada em Análise de Sistemas, atua na área há mais de vinte anos, na qual tem quatro livros publicados. Premiada em vários concursos literários, entre eles o Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis (SESC/DF) em 2009, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/07/testeira_1_2.jpg"><img src="http://blog.oficioeditorial.com.br/wp-content/uploads/2010/07/testeira_1_2-300x75.jpg" alt="" title="testeira_1_2" width="450" height="112" class="aligncenter size-medium wp-image-153" /></a><br />
&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<UL></p>
<li><b><font color="CC3300">Nome | </font></b> Ana Cristina Melo </li>
<li><b><font color="CC3300">Biografia |  </font></b>Nasceu no Rio de Janeiro, em 1972. Pós-graduada em Análise de Sistemas, atua na área há mais de vinte anos, na qual tem quatro livros publicados.<br />
Premiada em vários concursos literários, entre eles o Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis (SESC/DF) em 2009, com publicação em algumas antologias vencedoras.<br />
Dedica-se à divulgação da literatura nacional. É editora do site Sobrecapa (de lançamentos literários) e mantém os blogs Canastra de Contos (de notícias literárias) e Ficção de Gaveta (de concursos literários).<br />
É membro da AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil).</li>
<li><b><font color="CC3300"> Site | </font></b> <a href="http://www.anacristinamelo.com.br/">http://www.anacristinamelo.com.br/</a></li>
<li><b><font color="CC3300"> Blog | </font></b> |<a href="http://caixadedesejos.wordpress.com">http://caixadedesejos.wordpress.com </a>e <a href="http://canastradecontos.blogspot.com">http://canastradecontos.blogspot.com</a></li>
<li><b><font color="CC3300"> Twitter | </font></b> <a href="http://twitter.com/anacristinamelo">@anacristinamelo</a></li>
<li><b><font color="CC3300">E-mail | </font></b>  <a href="http://blog@anacristinamelo.com.br">blog@anacristinamelo.com.br</a> </li>
<li><b><font color="CC3300"> Livros publicados | </font></b><br />
- <i>Caixa de Desejos</i> (Editora Usina de Letras. Rio de Janeiro, 2010). Juvenil<br />
- Participação na Antologia Revista <i>Ficções 19</i> (Editora 7 Letras. Rio de Janeiro, 2010). Contos.<br />
- Participação na Antologia <i>Humor Vermelho 2 </i>(Editora Usina de Letras. Rio de Janeiro, 2010). Contos.
</li>
</ul>
<p><BR><b><font color="CC3300"><i>Caixa de desejos</i> é seu primeiro livro para o público adolescente. Você também escreve contos e romances. Há momentos diferentes para textos de gêneros e de públicos diferentes? Há um gênero com o qual você se identifique mais?<br />
Ana |</font></b> De certa forma, há momentos diferentes, sim. Considero que há uma Ana Cristina para cada gênero. De alguma forma, a que escreve textos infantis ou juvenis é mais solta, cheia de esperança, acredita e vive a vida em plenitude. Não consigo imaginar um escritor desesperançado, que não acredita no seu próximo nem na vida, escrevendo para crianças e jovens que estão começando seu percurso.<br />
Já a Ana que escreve os contos ou os romances pode ter qualquer estado de espírito, pois essa precisa dar voz ao que me incomoda ou desagrada. Há momentos em que parece que um problema não tem saída, mesmo que esse problema não seja nosso. Nesse instante, a literatura é a grande saída, é o caminho do questionamento.<br />
Quanto à preferência, não tenho. Sou apaixonada por todos esses gêneros e, se eu estiver vivendo o momento adequado para escrever em um deles, já me sinto realizada. </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Escrever para adolescentes é diferente do que escrever para adultos?<br />
Ana|</font></b> Sendo literatura, não há distinção. Tanto que em meu livro a linguagem e o enredo alcançaram tanto o jovem quanto o adulto. Contudo, acredito que é preciso escrever num formato mais atraente para o jovem, que leve a despertar o prazer pela leitura. Há textos que são aceitos pelo público adulto que não irão alcançar o coração da maioria do público juvenil. </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">No mercado editorial, há a tendência de se fragmentar o público leitor por faixa etária. Antes tínhamos crianças, adolescentes, jovens e adultos. Agora há crianças (bebês, pré-alfabetização, em alfabetização), pré-adolescentes, adolescentes, jovens leitores, jovens adultos, adultos. Quando você escreve, você escreve para um público específico?<br />
Ana|</font></b> Mais ou menos. A minha classificação é mais simples: infantil, infantojuvenil, juvenil e adultos. Uso apenas essa divisão para dar o tratamento adequado à linguagem e aos temas. Se escrevo para o público infantil, me permito o uso de rimas, o que não farei em outros textos. No caso do juvenil, posso tratar de temas pertinentes a essa faixa, que não podem ser abordados para um texto infantil. Mas só depois que termino um livro, me preocupo em classificá-lo na divisão adotada pelo mercado editorial. </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Na ficção, a maior quantidade de obras é a dirigida aos adolescentes e jovens, provavelmente pela chance de serem adotadas em escolas ou incluídas em compras do governo para as escolas e bibliotecas. Como você vê as obras atuais para os jovens? Percebe alguma tendência nos temas ou linguagem?<br />
Ana|</font></b> Tratando-se de literatura nacional, não acho que exista uma tendência de temas ou linguagem, pelo contrário, há uma diversidade de escolhas que considero muito saudável.<br />
Não tenho preconceitos com literatura. Acredito que um livro, se for bem escrito, é útil de múltiplas formas: atrai os leitores, cria vontade de ler, pois é a vontade que antecede o hábito, e melhora a memória visual da escrita. Contudo, não sou a favor de saturar um tema, como tenho visto com o caso de vampiros.<br />
Mas acho extremamente salutar trazer a aventura e a fantasia para a narrativa. Essa é uma grande isca para fisgar os jovens leitores. É só observarmos o que a série Harry Potter fez com nossos jovens. Olhando meu filho dentro desse grupo, vi que do bruxinho (lido desde os sete anos) ele migrou para a clássica coleção Vaga-lume, série Olho no Lance, os livros de Sérgio Klein (que infelizmente nos deixou prematuramente), série Deltora, já chegou a Ana Maria Machado e está com Pedro Bandeira na fila. Daqui a pouco, alcançará Fernando Sabino e não tardará o momento certo para Machado de Assis, Clarice Lispector, Borges e tantos outros. Mas essa escalada precisa ser respeitada. E, se formos analisar a lista inicial, veremos aventura e fantasia enfeitando esse flerte. </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Uma tendência nas obras para jovens leitores é ainda a adaptação dos clássicos. Opiniões se dividem sobre o papel das adaptações. O que você acha?<br />
Ana|</font></b> Entendo o objetivo das adaptações de tornar mais “palatável” a leitura de alguns clássicos. Não sou contra, desde que a adaptação literária não crie uma nova obra. Há um enredo que precisa ser respeitado.<br />
Para mim, pode ser até uma visão romântica, mas a melhor adaptação seria aquela que preservasse o enredo e parte da linguagem, para que o leitor tivesse a noção exata da obra original, mas se sentisse navegando por uma linguagem e narrativa confortáveis.</p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Normalmente, os escritores são multifunção, desempenhando muitas atividades e as conciliam com a escrita de livros. Você mantém o <a href="http://sobrecapa.wordpress.com/">blog Sobrecapa</a> para resenhas literárias, <a href="http://canastradecontos.blogspot.com/">Canastra de contos</a> como seu blog pessoal, e <a href="http://ficcaodegaveta.blogspot.com/">ficção de gaveta</a> para divulgar concursos literários. Ler muito, escrever resenhas, pesquisar e atualizar notícias sobre concursos literários, como você consegue administrar o tempo?<br />
Ana|</font></b> Receba minha gargalhada, principalmente pois vou acrescentar que trabalho oito horas em outra profissão e sou mãe de duas crianças de 6 e 12 anos.<br />
É, sempre ouço essa pergunta. E acho que a resposta mais realista seja: otimizo ao máximo todo o tempo que tenho, mas sempre falta um bom pedaço para dar conta de todas as tarefas do jeito que gostaria. De tempos em tempos, acontece de alguma delas receber menos atenção.<br />
Começo minha rotina às 5h e, antes de colocar as crianças na escola e sair para o trabalho, faço leitura de e-mails ou atualizo meus blogs. O caminho para o trabalho e a hora do almoço são reservados para escrever, revisar meus textos ou ler. Como só consigo escrever à mão, consigo dar forma às minhas ideias em qualquer lugar, basta sacar meu caderninho. À noite, me divido entre as crianças e alguma das atividades literárias. Nos finais de semana, quando quero dar prioridade às crianças e ao marido, saio de casa e vou passear. Na rua, não caio na tentação de ligar o computador. Mas ainda continuo escrevendo, só que em pensamento. (rs) </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Bem, e sobre concursos literários? Você tem um critério para selecioná-los? Em nosso blog, por exemplo, somente indicamos aqueles isentos de taxa de inscrição.<br />
Ana|</font></b> Normalmente também não divulgo concursos com taxa de inscrição, a não ser de locais notoriamente conhecidos e reconhecidos, como é o caso do OffFlip. Outro critério que adoto é que o edital precisa ser publicado na internet, em site ou blog próprio. Mas se eu percebo algum problema com um concurso, não volto a divulgá-lo. </p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Você participa de concursos literários ainda? Há algum do qual sempre participe?<br />
 Ana|</font></b> Sim, ainda participo, mas com muito menos frequência. Acredite, pela falta de tempo, às vezes perco o prazo de alguns.<br />
Costumo me inscrever novamente naqueles em que já fui premiada. São concursos que tento me programar para mandar (nem sempre conseguindo): Concurso Literário do Servidor Público do Estado do RJ, Off Flip, Concurso de Contos Newton Sampaio, Concurso de Contos Paulo Leminski, Concurso de Contos Luiz Vilela e Prêmio SESC.</p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Sobre o Programa de Formação de Leitores do governo, como você vê a ação dos agentes de leitura? Como os escritores, e todos nós que adoramos ler, podemos adotar essa prática em nosso cotidiano?<br />
Ana|</font></b> Outro dia eu escrevi sobre isso no meu blog. Acho que o gosto pela leitura se transmite por contágio (rs). Se você se empolga com um livro e depois fala dele, ou dá de presente, você plantou uma semente. Com as crianças, é preciso transformar a leitura em algo prazeroso. Nos adultos, é preciso despertar a curiosidade.<br />
Então, acho que precisamos comentar sobre livros como comentamos sobre músicas, filmes. Comentar, incluir na lista de presentes, não só para dar como para receber.<br />
E para quem está no meio literário de alguma forma, falar e dar mais espaço ao autor nacional. Há ótimos autores que estão produzindo há muitos anos e são completamente desconhecidos da grande massa.</p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Voltando ao livro novo, <i>Caixa de Desejos</i>, você planeja levá-lo às escolas, por meio de palestras? Como você vê essa relação do escritor de livros juvenis com a escola?<br />
Ana|</font></b> Sim, já tenho algumas palestras agendadas para falar do livro e, principalmente, do amor à literatura. A palestra tem o título “Livro: um objeto de paixão”.<br />
Acho que a presença do escritor em uma turma de jovens, sabendo ele ser cativante, joga por terra a ideia de que o livro e seu escritor são como caras de barba, sisudos, que falam coisas chatas (rs).<br />
Em uma palestra que dei, em maio, para turmas de oitavo e nono anos, percebi que o aparente descaso de alguns se transformava em atenção quando eu contava quando começou minha história com a literatura.<br />
Um escritor, quando escreve para jovens, tem que rejuvenescer o coração, para se aproximar deles.</p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Em seu blog, há a notícia de mais livros inéditos. Você já tem alguma editora em vista para eles?<br />
Ana|</font></b> Além dos que estão lá, há outros que comecei depois e estou dando prioridade. Ainda não os ofertei ao mercado, mas alguns já estão em flerte com a Editora Usina de Letras (rs). O que é praticamente certo é a continuação de Caixa de Desejos, que sairá pela mesma editora.</p>
<p><BR><b><font color="CC3300">Agradecemos a entrevista e desejamos a você muito sucesso.  </font></b></p>
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